• Marisa Melo

Entrevista com a artista plástica Carol Couri

Atualizado: Mar 22


O trabalho da UP Time Art Gallery é inspirar e fascinar através da Arte. Nossos artistas apresentam trabalhos que retratam nossas emoções, nossas causas, nossas vidas. O público sempre quer conhecer o artista por trás da obra. Quem é, como pensa? Que história de vida levou a esse trabalho?


Hoje conversamos com Carol Couri.




1- Carol, como você entrou para o mundo da Arte?

Comecei a pintar aos vinte e poucos anos, na verdade como uma sugestão da minha terapeuta para relaxar e acalmar a mente. Eu me formei em Direito aos 22 e já trabalhava num escritório de advocacia que me exigia muito e eu era muito perfeccionista. Na mesma época, terminei um relacionamento longo com o meu primeiro namorado e estava muito triste. Pintar me fazia esquecer de tudo e me ajudava a colocar minhas emoções para fora, eu saia mais leve. Sempre fui muito crítica comigo mesma e no início colocava defeito em todos os meus quadros, dificilmente gostava de algum. Mas minha família e amigos elogiavam e eu acabava dando de presente para eles. Isso acabou virando um hábito, só pintava para presentear alguém. Meu trabalho como advogada passou a exigir cada vez mais de mim e eu pintava cada vez menos, até que meu marido comprou algumas telas e me pediu para pintar um quadro para nossa casa nova, em 2014. Comecei a retomar a vontade de pintar e ele sempre me incentivava me presenteando com telas e tintas. Mas o tempo sempre foi escasso na minha rotina, então eu produzia muito pouco. Com o isolamento exigido pela Covid em 2019, comecei a trabalhar em home-office e reduzi todas as atividades que exigiam deslocamento, fazendo o meu dia render muito mais. Com o tempo livre, comecei a olhar mais para dentro, a fazer meditação diariamente e procurar outras formas de me conectar com a minha essência. E pintar foi se tornando quase uma necessidade, no final de todos os dias sentia uma vontade irresistível de pintar. E comecei a produzir muito, estudar, olhar as obras de outros artistas, até que senti a necessidade de dividir tudo que estava fazendo com outras pessoas e recorri às redes sociais para mostrar meu trabalho e também ver o trabalho dos outros artistas, numa troca deliciosa.


2- Qual a fonte de inspiração para você?

Minha fonte de inspiração é meu universo interior. Meus pensamentos, sentimentos, minha jornada de autoconhecimento. Música também me inspira muito, sempre pinto ouvindo música. Quando começo uma tela nova eu me guio pela emoção que estou sentindo naquele momento e geralmente as cores que escolho refletem meu estado de espirito. Também me inspiro muito pela natureza, pela luz do sol, adoro pintar ao ar livre. Me concentro no processo de criação e sem planejar nada vão surgindo imagens que acabam revelando o que vai dentro da minha cabeça e coração e fico fascinada com as descobertas que faço sobre mim mesma através da pintura. Além das imagens que se revelam para mim em minhas telas, que muitas vezes são subliminares e nem todos conseguem enxergar, também me fascina saber o que provoco, pois muitas vezes é totalmente diferente do que eu própria consigo ver.


3-Quais são suas influências para o desenvolvimento de sua linguagem?

Minha influência mais forte na minha expressão artística vem muito dos conceitos que venho trabalhando na meditação e na minha busca pelo meu desenvolvimento pessoal, que incluem uma busca espiritual de maior conexão com o universo e comigo mesma, o cuidado com a minha própria energia e com a qualidade dos meus pensamentos, o cuidado com as vibrações do ambiente ao meu redor e a reflexão sobre alguns conceitos metafísicos como a dualidade luz e sombra, ação e reação, o amor universal e a inevitável interconexão entre as pessoas e o universo.



4- Com a pandemia você acha que as pessoas reclusas em suas casas, acabaram descobrindo outros dons?

Com certeza, sem a correria e as distrações do dia-a-dia as pessoas foram obrigadas a olhar para dentro e procurar novas formas de entretenimento, o que foi um terreno muito fértil para a criatividade e descobertas de novos talentos ou redescoberta de antigos dons adormecidos por falta de uso.


5- Como tem conseguido equilibrar sua vida de advogada com a de artista plástica?

Para mim as duas coisas são complementares pois me permitem vivenciar dois valores que prezo muito na minha vida: a Justiça e a Beleza. Minha primeira paixão foi o Direito, sempre gostei de fazer as coisas do jeito certo e no meu dia-a-dia como advogada de empresa luto por um ambiente de negócios ético e justo. Mas sem dúvida é uma rotina mais dura, com muito preto e branco e principalmente o cinza, que é o mais difícil de navegar. Então terminar um dia de trabalho muitas vezes estressante e escolher cores alegres para mudar a vibração e ter a liberdade de pintar o que vier na minha cabeça, sem a preocupação do certo ou errado ou de respeitar certas linhas/limites é um bálsamo. No final, vejo que a pintura tem inclusive me ajudado a encarar a advocacia de uma forma mais leve e criativa. Tudo está interconectado.


6- Fale sobre seus novos projetos?

Como minha pintura é muito intuitiva e espontânea, sinto falta de aprender algumas novas técnicas para enriquecer ainda mais o meu trabalho. Quero estudar arte e pintura, já fiz alguns cursos online, mas estou esperando para poder fazer cursos presenciais, que nesse caso acho que faz toda a diferença. Também quero levar minha arte para mais pessoas, fazer exposições e interagir com outros artistas para me aprofundar mais nesse universo.



7- Quais os principais desafios que você enfrenta como artista plástica?

Para mim o lado empresarial é o mais difícil, construir uma marca, uma imagem, saber onde investir, onde expor, como divulgar o trabalho e como levar meu trabalho para as pessoas certas. Não basta pintar, é preciso colocar o trabalho em movimento, fazer ele chegar nas mãos das pessoas certas, que saibam apreciá-lo. Sem isso meu propósito de usar a arte para trazer mais beleza para o mundo, elevando sua vibração, não se concretiza.


8- Você acha que a Arte cumpre com o seu papel social?

Na maioria das vezes sim. O exemplo da pandemia mostra que a arte ajudou muito as pessoas que estavam isoladas a se conectarem e se sentirem menos solitárias, como no caso das lives musicais por exemplo. Vejo muitos artistas que se descobriram nesse período e se socorreram na arte para aplacar os sentimentos angustiantes trazidos pela pandemia. As redes sociais também têm ajudado muito a democratizar a arte e a transpor fronteiras geográficas. Mas ainda tem muito a ser feito para ajudar os artistas a levarem suas obras para as pessoas que as desejam e valorizam.


Instagram: @carlcouriart

https://www.uptimegallery.com/carolcouri



UP TIME ART GALLERY, DEMOCRATIZANDO O MUNDO DA ARTE!


Sobre a UP Time Art Gallery:

Galeria de arte itinerante que reúne artistas do Brasil e de países da Europa para disseminar o que há de melhor no cenário da arte contemporânea. Fundada por Marisa Melo, a galeria de arte alcança mais de 30 países ao redor do mundo, isso porque ela funciona em formato digital desde o seu nascimento, apresentando mundialmente exposições 3D e exposições regionais presenciais com um time de artistas distintos.


Sobre Marisa Melo:

Formada em Propaganda e Marketing, Moda e Fotografia. Especialista também em crítica de arte, Gestão de Negócios, Arte e Estética e Design Gráfico. Artista Visual, consultora de projetos Artísticos, produtora de mostras, curadora e redatora de textos curatoriais.


Nossos serviços:

Exposições virtuais, físicas nacionais e Internacionais, Feiras de Arte, Projetos Sociais, Catálogo do Artista, Consultoria para Artistas, Coaching, Construção de Portfólio, Posicionamento Digital, Branding, Marketing Digital, Criação de Conteúdo, Identidade Visual, Biografia, Textos Crítico , Assessoria de Imprensa, Entrevistas e Provocações.



UP Time Art Gallery's job is to inspire and fascinate through Art. Our artists create works that portray our emotions, our causes, our lives. The public always wants to know who is behind the work. Today we talk to Carol Couri.


1) how did you get into the art world?

I started painting in my early twenties, actually as a suggestion from my therapist to relax and calm my mind. I graduated in law at 22 and already worked in a law firm that demanded a lot from me and I was a very perfectionist. At the same time, I ended a long relationship with my first boyfriend and was very sad. Painting made me forget everything and helped me to put my emotions out, I left it lighter. I have always been very critical of myself and in the beginning I put defects in all my paintings, I hardly liked any. But my family and friends praised it and I ended up giving it to them as a gift. This ended up becoming a habit, only to give as a gift to someone. My work as a lawyer started to demand more and more from me and I painted less and less, until my husband bought some canvases and asked me to paint a picture for our new house in 2014. I started to rescue the desire to paint and he always encouraged myself. But time was always scarce in my routine, so I produced very little. With the isolation required by Covid in 2019, I started working at home and reduced all the activities that required meetings. With my free time, I started to look more inward, do meditation daily and look for other ways to connect with my essence. And painting became almost a necessity, at the end of every day I felt an irresistible urge to paint. And I started producing a lot, studying, looking at the works of other artists, until I felt the need to share everything I was doing with other people and I used social media to show my work and also see the work of other artists, in a awesome exchange.


2) What is the source of inspiration for you?

My source of inspiration is my inner universe. My thoughts, feelings, my journey of self-knowledge. Music also inspires me a lot, I always paint listening to music. When I start a new screen I am guided by the emotion I am feeling at that moment and usually the colors I choose reflect my mood. I am also very inspired by nature, by the sunlight, I love to paint outdoors. I focus on the creation process and without planning anything, images appear that end up revealing what goes on inside my head and heart and I am fascinated with the discoveries that I make about myself through painting. In addition to the images that reveal themselves to me on my screens, which are often subliminal and not everyone can see, it also fascinates me how people reads my art, because it is often totally different from what I can see myself.


3-What are your influences for the development of your language?

My strongest influence on my artistic expression comes a lot from the concepts that I have been working on in meditation and in my search for my personal development, which include a spiritual search for a greater connection with the universe and with myself, the care with my own energy and with the quality of my thoughts, the care with the vibrations of the environment around me and the reflection on some metaphysical concepts such as the duality of light and shadow, action and reaction, universal love and the inevitable interconnection between people and the universe.


4) With the pandemic, do you think that people at home ended up discovering other gifts?

Certainly, without the rush of an everyday life, people were forced to look inside and look for new forms of entertainment, which was a very fertile ground for creativity and the discovery of new talents or the rediscovery of old gifts asleep due to lack of use.


5) How have you managed to balance your life as a lawyer and a visual artist?

For me, the two things are complementary because they allow me to experience two values ​​that I care in my life: Justice and Beauty. My first passion was Law, I always liked to do things the right way and in my day-to-day as a company lawyer I fight for an ethical and fair business environment. But it is undoubtedly a tougher routine, with a lot of black and white and mainly gray, which is the most difficult to navigate. So ending a day of work that is often stressful and choosing cheerful colors to change the vibration and having the freedom to paint whatever comes into my head, without worrying about right or wrong or respecting certain lines / limits is a balm. In the end, I see that painting has even helped me to face the law in a lighter and more creative way. Everything is interconnected.


6) Talk about your new projects?

As my painting are very intuitive and spontaneous, I miss learning some new techniques to further enrich my work. I want to study art and painting, I have already taken some courses online, but I am waiting to be able to take in-person courses, which in this case I think makes all the difference. I also want to take my art to more people, do exhibitions and interact with other artists to go deeper into this universe.


7) What are the main challenges you face as an artist?

For me, the business side is the most difficult, building a brand, an image, knowing where to invest, where to exhibit, how to promote the work and how to take my work to the right people. It is not enough to paint, it is necessary to put the work in motion, to make it reach the hands of the right people, who know how to appreciate it. Without this, my purpose of using art to bring more beauty to the world, raising its vibration, does not materialize.


8) Do you think that Art fulfills its social role?

Most of the time, yes. The example of the pandemic shows that art has helped people who were isolated to connect and feel less lonely, as in the case of musical lives for example. I see many artists who discovered themselves in that period and used art to clear feelings brought about by the pandemic. Social networks have also helped a lot to democratize art and to cross geographical boundaries. But much remains to be done to help artists take their works to the people who desire and value them.


Instagram: @carlcouriart

https://www.uptimegallery.com/carolcouri




About the UP Time Art Gallery: Itinerant art gallery that brings together artists from Brazil and European countries to disseminate the best in the contemporary art scene. Founded by Marisa Melo, the art gallery reaches more than 30 countries around the world, because it works in digital format since its birth, presenting worldwide 3D exhibitions and face-to-face regional exhibitions with a team of distinguished artists. About Marisa Melo: Graduated in Advertising and Marketing, Fashion and Photography. Specialist also in art criticism, Business Management, Art and Aesthetics and Graphic Design. Visual artist, consultant for artistic projects, producer of exhibitions, curator and writer of curatorial texts. Our services: Virtual exhibitions, national and international physical exhibitions, Art Fairs, Social Projects, Artist Catalog, Coaching, Portfolio Building, Digital Positioning, Branding, Digital Marketing, Content Creation, Visual Identity, Biography, Critical Texts, Press Release and Interviews.

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