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POR QUÊ ARTE?

Atualizado: Jul 22




A Arte fala de nossa visão da vida e do mundo.



Quando perguntaram ao alpinista inglês George Mallory por quê ele queria escalar o Everest, sua resposta foi simplesmente “porque ele está lá”. A frase entrou para a história e serviu para mostrar que aquilo que é a razão de viver de uma pessoa pode não fazer sentido nenhum para outra. Uma prova de como somos diferentes. Em nossas convicções, nossos gostos, nossas paixões. Os séculos passam e perguntas essenciais continuam nos desafiando: de onde viemos? Para onde vamos? Artistas vivendo nesta era em que o “mercado” tem um papel tão preponderante, também são questionados: Por quê Arte? Ainda há quem avalie a obra de arte apenas pelo quanto se paga por ela. Mas quem cria sabe que a Arte é muito mais que isso.

A diversidade torna fascinante o ser humano. Quantos sentimentos, quantas visões diferentes. Vidas, experiências, tão raras e tão únicas, têm de ser compartilhadas. E o modo de contar sobre essa explosão caleidoscópica de amor e energia é a própria razão de ser da Arte.

Pode ser um texto, um quadro, uma peça, uma canção. Cada um trilha o caminho com o qual mais se identifica. Literatura, Teatro, Cinema, Música, Pintura, Escultura, são meios de expressar nossas emoções. Nossas vidas.

Nas Artes Visuais, estudamos os Movimentos Artísticos e nos fixamos em detalhes como as cores vibrantes do Impressionismo ou a representação do objeto visto de vários ângulos do Cubismo, mas indo além das cores e formas, a gênese da obra de Arte é a expressão do sentimento. É a perplexidade, a euforia, a indignação do ser humano que guia o pincel sobre a tela.

Não se trata de uma Babel estética. Não precisamos nos prender ao hermetismo acadêmico ou à cotação do mercado. Nem mesmo faz diferença se entendemos o “significado” ou apreendemos a “beleza”, sempre tão questionada. A obra terá valor, no sentido mais visceral, se nela o artista conseguiu imprimir sua alma. Há um elemento muitas vezes esquecido, que escapa aos que se preocupam unicamente com preços e avaliações, que é a sinceridade artística. O observador pode não gostar e não entender, naquele momento, o que está vendo. Mas se o artista imprimiu o que precisava expressar, a comunicação acabará acontecendo e o observador/receptor que estiver em ressonância com aquela frequência, reconhecerá no traço do artista o rosto do passado, a solução do problema ou, no mínimo, a sensação de que mais alguém sentiu e viveu como ele.

A Arte fala de nossa visão da vida e do mundo. Incorpora a ira muda e o inconformismo em relação aos desmandos contra a Natureza e contra o próprio ser humano. Essa aquarela catártica passa pelas freudianas gavetas vazias de Dalí. Pela agressividade dos traços de Franz Kline. E nos vemos representados pelo Grito de Munch.

A materialidade mutante, do Grafitti à Arte Digital, não tira do trabalho artístico seu papel como instrumento de expressão. Se imagens e ideias representam um contexto sociocultural, o Zeitgeist, virtudes ou agonias, a obra prescinde do aplauso. A Arte não precisa agradar. E tem valor porque nos desafia, nos chama à discussão e a refletir e questionar nossos pontos de vista preestabelecidos.

Provocando debate, despertando consciências, expondo sentimentos, a Arte nos concilia com nossa vida e com o mundo em que vivemos. O que bastaria para encerrar qualquer tentativa de se questionar sua importância e razão de ser.

Muitos dedicam toda uma vida pelas causas que abraçam. E isso os faz notáveis.

Artistas sentem claramente que criar é preciso, é sua razão de ser e viver.

E vivem e morrem mil vezes, a cada emoção, a cada quadro, a cada dia.

George Mallory dedicou sua vida à escalada do Everest.

A Arte é o Everest do artista.


Why Art?

When English mountaineer George Mallory was asked why he wanted to climb Everest, his answer was simply "because it is there". The phrase went down in history and exposed the fact that what is one person's reason for living may not make any sense to another. A proof of how different we are. In our convictions, our tastes, our passions. The centuries pass and essential questions continue to challenge us: where did we come from? Where are we going? Artists living in this era in which the “market” plays such a dominant role, are also asked: Why Art? There are still those who evaluate the work of art only by how much is paid for it. But those who create know that Art is much more than that.

Diversity makes human beings fascinating. How many feelings, how many different views. Lives, experiences, so rare and so unique, have to be shared. And the way to tell about this kaleidoscopic explosion of love and energy is the very raison d'être of Art.

It can be a text, a painting, a play, a song. Each one walks the path with which he most identifies. Literature, Theater, Cinema, Music, Painting, Sculpture, are ways to express our emotions. Our lives.

In Visual Arts, we study Art Movements and focus on details such as the vibrant colors of Impressionism or the representation of the object seen from various angles of Cubism, but going beyond colors and shapes, the genesis of the work of Art is the expression of feeling. It is the perplexity, the euphoria, the indignation of the human being who guides the brush over the canvas.

This is not an aesthetic Babel. We don't need to stick to academic hermeticism or the market price. It doesn't even matter if we understand the “meaning” or apprehend the “beauty”, which is always so questioned. The work will have value, in the most visceral sense, if the artist managed to impress his soul on it. There is an element that is often overlooked, which escapes those who are only concerned with prices and evaluations, which is artistic sincerity. The observer may not like and understand, at that moment, what he is seeing. But if the artist printed on the canvas what he needed to express, the communication will end up happening and the observer / receiver who is in resonance with that frequency, will recognize in the artist's trace the face of the past, the solution of the problem or, at least, the sensation that someone else felt and lived like him.

Art speaks of our way to view of life and world. It incorporates silent anger and nonconformity in relation to the abuses against Nature and against the human being itself. This cathartic watercolor goes from Dalí's Freudian empty drawers to the aggressiveness of Franz Kline's strokes. And we see ourselves represented by the Munch’s Scream.

The changing materiality, from Grafitti to Digital Art, does not take away from the artistic work its role as an instrument of expression. If images and ideas represent a socio-cultural context, the Zeitgeist, virtues or agonies, the work needs no applause. Art does not have to please. And it has value because it challenges us, calls us to discussion and to reflect and question our pre-established points of view.

Provoking debate, awakening consciences, exposing feelings, Art reconciles us with our life and the world in which we live. Which would be enough to end any attempt to question its importance and raison d'être.

Many devote a lifetime to the causes they embrace. And that makes them remarkable.

Artists clearly feel that creating is necessary, it is their reason for living.

And they live and die a thousand times each emotion, each image, each day.

George Mallory dedicated his life to climbing Everest.

Art is the artist's Everest.

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