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Por quê comprar Arte?

Atualizado: Ago 23

Como é que pode? O livro que fez suas lágrimas pingarem no papel, foi lido sem entusiasmo pelo seu amigo. Sua música favorita não encanta sua amiga. E o filme que você recomendou com entusiasmo, seus amigos não assistiram até o fim.

É claro que a diversidade tem participação nisso. Cada um de nós pensa e sente de modo diferente. Nosso gosto é único. Como uma impressão digital.

Mas há algo mais. Precisamos entender como funciona o processo artístico.


Que começa quando o artista tem uma ideia, um sentimento, e quer compartilhar com o mundo. E nascem os livros, as canções, os quadros. O que precisamos perceber é que um livro não é apenas uma coleção de palavras. Nem a canção apenas um punhado de notas musicais. O que eles carregam é emoção. Um quadro não termina na última pincelada. A obra pode estar concluída mas o processo artístico está só 50% pronto.


Onde estão os outros 50%? Estão no leitor, no ouvinte, no observador. Sem isso, a Arte não cumpre seu papel. Só então o processo se completa. O encanto está nos olhos de quem vê. E cada um verá de um jeito. Nós que consumimos Arte, trazemos metade da magia dentro de nós.


É fascinante conversar com as pessoas sobre a motivação da compra. E ao justificar o porquê de ter comprado aquele quadro, e não outro, as respostas nos contam muito sobre a personalidade e o momento vivido pelo comprador.


Pode ser pela decoração. Aquele quadro grande e colorido chega para revolucionar uma sala sem cor. E se transforma, instantaneamente, no centro magnético do ambiente e da própria casa, trazendo a energia que faltava.


Alguém nos fala de status. Orgulhosa de sua erudição e gosto refinado, a pessoa apresenta o quadro a seus visitantes como quem oferece uma garrafa de vinho caro. Se puder contar algo sobre a obra e seu autor, então, o sucesso é total.


Identificação. Quando levamos para casa um ídolo. Alguém com qualidades que admiramos e queremos ver refletidas em nossas vidas: Ayrton Senna, Dalai Lama, Frida Kahlo...Esses quadros contam de nós mesmos. De nossa energia, nosso engajamento, nossa espiritualidade.

Podem ser também a válvula de escape de nossa própria criatividade contida, de uma loucura não revelada que festeja relógios dobrados, rinocerontes, elefantes de pernas quilométricas, gritos que não ousamos gritar.

Muitos quadros abstratos são comprados para representar estados de espírito que o comprador quer ter sempre presentes. De uma paixão muito vermelha a uma tranquilidade essencialmente azul, o abstrato acaba sendo uma conversa muito particular entre a obra e o íntimo do observador. Com imagens insinuadas, objetos que ninguém mais enxerga. Uma comunicação que vai além da forma. Além da cor. Além do tempo.


Alguém comprou um quadro que mostrava um vilarejo. E explicou que comprava por causa da igreja. Ao olhar aquele quadro ele ouvia em sua mente os sinos da igreja da cidade onde viveu os anos felizes de sua infância.


No final, em todos os casos, estamos falando do encontro de emoções. E a entrega ao mundo à procura de alguém que trará outras impressões, que o artista ignora. Nisso que alguém já definiu como a “dança da precisão do acaso”, alguém vai se identificar e sua bagagem de vida vai dar sentido ao traço, aos pontos, à pincelada, ao vilarejo.


Um quadro é um objeto muito especial. Um meio de transporte para outras dimensões. Um elemento de transformação da sua casa. Um refúgio, uma inspiração.

Por mais que lhe seja atribuído um preço, por mais que os quadros se valorizem, o que conta mesmo é a emoção.

Quanto vale sua emoção?

Só você sabe avaliar o quanto um determinado quadro está em sintonia com o que você quer sentir, admirar, lembrar, exibir, ousar.


E numa experiência pessoal, só sua, ele estará ali, sempre disponível, para fazer ouvir sinos distantes, sentir o perfume do mar, de flores esquecidas, e promover seu reencontro com um ser maravilhoso, complexo, extraordinário e único.

Que é você.





Why buy Art?

How come? The book that made your tears drip on paper was read without enthusiasm by your sister. Your favorite song doesn't charm your friend. And the movie you enthusiastically recommended, your friends didn't watch until the end.

It is clear that diversity has a role in this. Each of us thinks and feels differently. Our taste is unique. Like a fingerprint.

But there is something else. We need to understand how the artistic process works.

It starts when the artist has an idea, a feeling, and wants to share it with the world. Euphoria, depression, madness, memories ... And books, songs, paintings are born. What we need to realize is that a book is not just a collection of words. Nor is the song just a handful of musical notes. What they carry is emotion. A painting doesn’t end at the last brushstroke. The work may be finished but the artistic process is only 50% ready.

Where are the other 50%? They are in the reader, in the listener, in the observer. Without this, Art doesn’t fulfill its role. Communication, the click, this almost sacred communion only happens when the feeling expressed by the artist is combined with the sensitivity, history and soul of the person receiving the message. Only then is the process complete. The charm is in the eye of the beholder. And each person will see in a different way. We who consume Art, bring half the magic within us.

The encounter with the painting that enchants us is like the end of the long search for a great love. With a lump in the throat, a racing heart, a desire to freeze time and immortalize the emotion of the moment.

It is fascinating to talk to people about the motivation of buying Art. And when justifying why they bought that painting, and not another one, the answers tell us a lot about the personality and the moment experienced by the buyer.

It may be for the decoration. That big, colorful painting arrives to revolutionize a colorless room. And it becomes, instantly, the magnetic center of the room and of the house itself, bringing the missing energy.

Someone tells us about status. Proud of erudition and refined taste, the person presents the painting to the visitors as if offering an expensive bottle of wine. Telling something about the work and its author, means total success.

Identification. When we take home an idol. Someone with qualities we admire and want to see reflected in our lives: Ayrton Senna, Dalai Lama, Frida Kahlo... These paintings tell about ourselves. Our energy, our engagement, our spirituality.

Paintings can also be the escape valve for our own contained creativity, for an undisclosed madness that celebrates folded clocks, rhinos, kilometers-long elephants, screams that we dare not shout.

Many abstract paintings are purchased to represent moods that the buyer always wants to keep in mind. From a very red passion to an essentially blue tranquility, the abstract ends up being a very private conversation between the artwork and the intimate of the observer. With insinuated images, objects that no one else sees. Communication that goes beyond form. Beyond color. Beyond time.

Someone bought a painting that showed a village. And he explained that he bought it because of the church. When looking at that image he heard in his mind the church bells of the city where he lived the happy years of his childhood.

In the end, in all cases, we are talking about the meeting of emotions. The artist fixes his own on the work. And he delivers it to the world in search of someone who will bring other impressions, which the artist ignores. In what someone has already defined as the “dance of precision of chance”, someone will identify himself and his own life history will give meaning to the line, the dots, the brushstroke, the village.

A painting is a very special object. A means of transport to other dimensions. An element of transformation of your home. A refuge, an inspiration.

No matter how much a price is assigned, no matter how much the paintings gain value over time, what really counts is the emotion.

How much is your emotion worth?

Only you know how to evaluate how much a certain painting is in tune with what you want to

feel, admire, remember, exhibit, dare.

And in a personal experience, only yours, it will be there, always available, to make distant bells heard, to bring the scent of the sea, of forgotten flowers, and to promote your reconnection with a wonderful, complex, extraordinary and unique being:

You.

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