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PREÇO E VALOR

Atualizado: Jun 20




PREÇO É O QUE VOCÊ PAGA. VALOR É O QUE VOCÊ LEVA

É impressionante o poder que damos ao dinheiro. Permitimos que ele comande nossas vidas, oriente nossas decisões e nos leve diariamente para o trabalho, para empregos que, muitas vezes, estão longe de trazer realização. Pessoas e países matam por ele. Damos a ele o comando da guerra e da paz. Da vida e da morte.

O consumismo e a valorização exagerada do dinheiro fazem com que se confundam termos fundamentais como “preço” e “valor”. Os critérios pelos quais somos avaliados são regidos pela futilidade e pelo exibicionismo. Onde você mora? Qual o seu carro? Qual o celular que você usa? O “ter” prevalece sobre o “ser”. Para essa sociedade, o que mede o nosso valor é o que temos, não o que somos.

É claro que a Arte não consegue escapar dessa realidade. Quadros se transformam em investimento. E são, muitas vezes, adquiridos por quem vê neles simplesmente um símbolo de status ou a possibilidade de ganhar mais...dinheiro.

Exemplo? A obra “Os Jogadores de Cartas” de Cézanne foi comprada por 259 milhões de dólares pela família real do Qatar.

A pirataria tecnológica também contribui, permitindo que quadros, imagens e canções sejam copiados indiscriminadamente, reduzindo a centavos a inspiração e a criatividade dos novos Beethovens e dos novos Dalis.

Ao oferecer nossas obras, canso de ouvir a frase “Tá muito caro, tem outro(a) artista que faz bem mais barato...”.

Quem diz isso entende de arte?

Esse não é um fenômeno recente, deste século. Não é de hoje que as massas simplesmente não percebem o valor de uma obra de arte quando veem uma. Ela está ali, exposta ao público. Disponível. Mas ninguém reconhece o ouro na mina. Depois de muito tempo, quando “formadores de opinião” se dobram ao óbvio, atribuem valor ao trabalho.

Foi assim com Gauguin, com van Gogh, com Johannes Vermeer e tantos outros.

Faz parte da batalha de cada artista enfrentar aqueles que depreciam, desvalorizam e menosprezam seu trabalho. É fundamental não se dobrar aos que não reconhecem, não incentivam e ainda querem tirar vantagem ao adquirir uma obra de arte. De preferência, gratuitamente.

Esse julgamento de quem não entende não pode vencer o artista.

Van Gogh e tantos outros já provaram que o que é bom prevalece.

O talento sempre acaba sendo reconhecido.

A verdadeira valorização tem de partir de você mesmo.

Lembre que todo artista, ao expressar emoções se transforma em um canal que traduz para o plano físico a energia vital do Universo.

Então, trabalhe sua autoestima. Jamais permita que depreciem seu trabalho.

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