• Up Time Art Gallery

VER NÃO É O MESMO QUE OLHAR!

Atualizado: Jun 20




Ver é imediato, é genérico. O olhar é pessoal, é individual.


Assim como o ar que respiramos, a Arte está ao nosso redor. Em todo o tempo, em todo lugar. A correria e o celular podem nos impedir de perceber o quanto há para se ver, mesmo nos caminhos batidos que percorremos diariamente. Cabe ao artista traduzir o mundo exterior e o que vai dentro da alma, registrando esses elementos em sua obra para nos resgatar de toda pressa e indiferença.


A música, o vinho, o quadro, a escultura, o poema. O que têm em comum?

Todos falam aos nossos sentidos. Todos pedem atenção. E tempo. Bach, Dalí e Neruda pedem tempo. Uma genialidade que não pode ser consumida de modo desatento. Nossos olhos não podem passar correndo por um quadro ou um texto. É preciso mais do que “ver”. É preciso “olhar”.


Rober Cumming diz que para ver basta abrir os olhos. Mas que olhar significa abrir a mente. Podemos completar lembrando que o coração também é essencial nesse processo.


Ao olhar com atenção, com a alma aberta, é inevitável o mergulho dentro de nós mesmos. A obra pode nos trazer lembranças até do que não vivemos. Ou sonhos que não ousávamos sonhar.


Ver é imediato, é genérico. O olhar é pessoal, é individual.


Duas pessoas veem o mesmo quadro, a mesma imagem.

Mas é a história, a alma e a sensibilidade de cada uma que vão prender o olhar e produzir reações que podem ser completamente diferentes.


Podemos ver rapidamente o quadro “Um bar no Folies-Bergère” de Manet: uma atendente num balcão. Mas o olhar atento vai registrar a tristeza dela em contraste com a alegria do bar. Vai perceber o espelho ao fundo, suas costas, o homem refletido e o ângulo estranho desse reflexo. E até a assinatura de Manet, numa das garrafas (a vermelha).


Impossível ver rapidamente os quadros de Hieronymus Bosch. Um surrealista séculos a frente de seu tempo, que povoa suas telas com inúmeros detalhes, monstros, demônios, múltiplas cenas num mesmo quadro.


O turista enxerga belezas que os locais não valorizam.

A criança se encanta com o que para nós pode ser banal.


O que vai na alma de quem observa faz toda a diferença.


Em exposições é fácil encontrar visitantes embalados em animadas conversas, ignorando o mundo ao redor. Percorrendo longos corredores em minutos, muitas vezes sem nem olhar para os quadros. O que foi absorvido? Qual a conexão estabelecida entre o observador e aquilo que o artista quis dizer?


Para perceber a beleza e captar a mensagem é preciso mais do que os olhos.

A mente e o coração devem estar abertos e preparados. Para enxergar no Universo o encanto que se esconde no fundo da alma de quem observa.


“Olhar” é Arte.

0 visualização

UP Time

@ 2019 designed by Marisa Melo

Subscribe to Our Newsletter

Brasil         

Tel: 55  (11) 99724 0909