• Marisa Melo

Entrevista com a artista Di Miranda

Atualizado: Out 26

A Liberdade Criativa de Di Miranda

O trabalho da UP Time Art Gallery é inspirar e fascinar através da Arte. Nossos artistas apresentam trabalhos que retratam nossas emoções, nossas causas, nossas vidas. O público sempre quer conhecer o artista por trás da obra. Quem é, como pensa? Que história de vida levou a esse trabalho?

Hoje conversamos com Di Miranda.

Di Miranda é um artista visual, que foge de rótulos e faz da liberdade de sua expressão sua causa maior. Em suas próprias palavras, sua arte vem “de dentro”.

Nesta entrevista, Di Miranda nos conta sobre seu processo criativo, sobre inspiração e sua visão do papel da Arte.



Di Miranda


Como é ser brasileira e morar em outro país?

Eu já moro no exterior há muitos anos. Residi em outros países antes de fixar residência no Reino Unido. É uma experiência que me enriquece social e culturalmente, ter contato com diferentes culturas, diferentes heranças culturais.

O que a levou a morar em outro País?

O início dessa movimentação tem origem na vida profissional de meu marido. O trabalho dele nos fez viajar bastante e hoje estamos estabelecidos aqui.

Pretende voltar a morar no Brasil?

Muitas vezes dirigimos nossa energia para o passado, que não pode ser modificado, ou para o futuro, que ninguém consegue antecipar. Minha visão é de que o amanhã só a Deus pertence. Eu pratico o ensinamento de viver o agora. E no agora minha residência fixa é aqui. Tudo que fazemos, tudo que acontece, está no presente, está no agora.

Como foram seus primeiros passos na Arte?

Ainda criança, comecei por brincadeira a desenhar e pintar minha família em papel e lápis de cor. Na época, eu morava em Manaus, cidade em que nasci. Eu não imaginava a dimensão que a Arte teria em minha vida. Hoje é difícil dissociar a Arte de meus sentimentos e de minha própria definição como profissional.

Quais Artistas servem de referência para o seu trabalho?

Um dos pontos positivos de viver no exterior é a possibilidade de contato com sociedades que valorizam muito a Cultura. Então, por onde vou, sempre visito galerias de arte e museus. Acabei por me apaixonar pelas obras de da Vinci, Michelangelo, e as primeiras madonnas de Raphael. Com o passar do tempo, vi de perto obras de Picasso, van Gogh, Gauguin, Cézanne, Monet, Manet, Dali, Munch, Renoir, Modigliani. Daí em diante me apaixonei cada vez mais pela arte.

Fale sobre seu processo criativo. Como chega a inspiração para você?

Eu amo a arte e nela eu vivo. Ao pintar não programo nada, as coisas vão surgindo na tela, sem ter de copiar nada de um livro ou de uma foto. Deixo fluir nas tintas o que tenho dentro de mim .Também costumo arranhar a tela antes

Você acha que toda Arte deve ser engajada socialmente?

Essa é uma questão antiga e polêmica. Sobre a divisão de pensamento entre a arte engajada e a “arte pela arte”, minha opinião é que o artista tem o direito de usar seu talento para transmitir seus pensamentos, atitudes, protestos. A arte engajada reflete a realidade social.

A Arte, em termos gerais, cumpre um papel de refletir a sociedade?

A Arte reflete o social e também o indivíduo com seus sonhos, medos e aspirações. Mas a grande mudança que vemos hoje é o impacto da Internet para a construção dessa ponte entre a inspiração do artista e a sintonia do observador. A Internet serve de meio de comunicação entre as pessoas. E a Arte, por sua vez, nos ajuda a compreender melhor a vida

Que mensagem você deixaria para um aspirante?

O desejo do artista de compartilhar o que sente, nasce de um interesse, uma preocupação pelo próximo. O observador sente e reconhece a sinceridade artística. Então minha recomendação, não só para os aspirantes é: usar sempre o amor em tudo que fizer. As pessoas vão reconhecer!


Saiba mais sobre Di Miranda:

Instagram: @artdimiranda




Di Miranda's Creative Freedom

UP Time Art Gallery's job is to inspire and fascinate through Art. Our artists create works that portray our emotions, our causes, our lives. The public always wants to know who is behind the work. Who is the artist? What does he think? What life story led to the work?

Today we talk to Di Miranda.

Di Miranda is a visual artist, who escapes from labels and makes freedom of expression her greatest cause. In her own words, her art comes "from within".

In this interview, Di Miranda tells us about her creative process, about inspiration and her vision of the role of Art.


What is it like to be Brazilian and live in another country?

I have lived abroad for many years. I lived in other countries before taking up residence in the United Kingdom. It is an experience that enriches me socially and culturally, having contact with different cultures, different cultural heritage.


What led you to live in another country?

The beginning of this movement came from my husband's professional life. His work made us travel a lot and today we are established here. Do you intend to live in Brazil again?

We often direct our energy to the past, which cannot be changed, or to the future, which no one can anticipate. My view is that tomorrow belongs only to God. I practice the teaching of living in the now. And now my permanent residence is here. Everything we do, everything that happens, is in the present, it is in the now. How were your first steps in Art?

As a child, I started to play with drawing and painting on paper and colored pencils. At the time, I lived in Manaus, the city where I was born. I did not imagine the dimension that Art would have in my life. Today it is difficult to dissociate Art from my feelings and my own definition as a professional.


Which Artists serve as a reference for your work?

One of the positive points of living abroad is the possibility of contact with societies that highly value Culture. So, wherever I go, I always visit art galleries and museums. I ended up falling in love with the works of da Vinci, Michelangelo, and Raphael's first Madonnas. As time went by, I saw works by Picasso, van Gogh, Gauguin, Cézanne, Monet, Manet, Dali, Munch, Renoir, Modigliani up close. From then on I fell more and more in love with art.


Talk about your creative process. How does inspiration come to you?

I love art and I live in it. When I paint I don't plan anything, things appear on the screen, without having to copy anything from a book or a photo. I let flow what is inside of me. I also usually scratch the canvas before start painting.


Do you think that all art should be socially engaged?

This is an old and controversial issue. Regarding the division of thought between engaged art and “art for art”, my opinion is that the artist has the right to use their talent to convey his thoughts, attitudes, protests. Engaged art reports a social reality. Does art, in general, play a role of reflect society?

Art reflects the social as well as the individual with their dreams, fears and aspirations. However, the big change we see today is the impact of the Internet to build that bridge between the artist's inspiration and the observer's attunement. The Internet serves as a means of communication between people. And Art, itself, helps us to better understand life. What message would you leave for an aspirant?

The artist's desire to share what he feels comes from an interest, a concern for others. The observer feels and recognizes artistic sincerity. Therefore, my recommendation, not only for aspirants, is to always use love in everything you do. People will recognize!

19 visualizações

Subscribe to our Newsletter

São Paulo - Brasil

Contato: 55 (11) 99724 0909

  • Grey Facebook Icon
  • Grey Instagram Icon
  • Cinza ícone do YouTube

UP Time

UP Time Art Gallery@ 2019