• Marisa Melo

Entrevista com a artista Iolanda Delpupo

Atualizado: Jul 20

O trabalho da UP Time Art Gallery é inspirar e fascinar através da Arte. Nossos artistas apresentam trabalhos que retratam nossas emoções, nossas causas, nossas vidas. O público sempre quer conhecer o artista por trás da obra. Quem é, como pensa? Que história de vida levou a esse trabalho?


Hoje conversamos com Iolanda Delpupo



Como foi a sua iniciação na arte?


Eu não lembro da minha vida sem arte, quando meu irmão nasceu eu já tinha seis anos (não tenho lembranças anteriores a essa data) minha mãe achou por bem introduzir na minha rotina uma atividade extra para que eu não sentisse tanto os impactos dessa transformação, afinal ate então eu era filha única, dentre as possibilidades ela escolheu a Dança que me acompanhou a vida inteira tornou-se o meu principal objetivo de estudo culminando em duas graduações em dança licenciatura e bacharelado. Além disso sempre tive muitas vivencias artísticas em família, por parte de pai todos são boêmios e sempre estávamos em saraus, serenatas, pela cultura em si e toda a minha família por parte de mãe é muito prendada nas manualidades, minha vó em especial com quem sempre aprendi muito sobre artesanato, (costura, bordado, escultura com argila), tudo de maneira muito simples no estilo DIY. Eu tenho, graças a essa maneira simples de manter a arte viva no nosso cotidiano, dificuldade de definir como foi a minha iniciação na arte… no entanto acredito que essa centelha se fez viva quando ainda na infância eu passava os fins de semana com minha avó moldando o barro que se formava no açude que passava perto do alambique de cachaça do meu avô… Curiosamente já modelava mulheres gravidas e bebês a referência que era diferente, eu queria fazer um presépio.

Antes da minha puberdade eu não sabia que eu possuía habilidades para artes visuais…

Então passei a minha adolescência entre esses dois “hobbies” e a pintura que fazia de forma amadora pintando pedaços de madeira que eu achava, quadros , paredes, eu pintava um pouco de tudo… Quando eu fui pra fazer a graduação em dança eu comecei a concentrar essas minhas habilidades manuais para realização de cenografia e figurino, o que impulsionou a minha pesquisa acerca da comunicação não verbal através de signos e simbologia, tamanho foi o meu encantamento que definir essa temática como fio condutor para minha monografia. Uma pesquisa intensa e de cunho prática que durou um ano e meio e que permeia o meu trabalho até hoje à medida que passei a usar dos signos na criação dos minhas obras artísticas.

Com tempo e todos os compromissos acabei parando de desenhar tive uma “ressaca” criativa muito longa, fiquei cerca de seis anos desligada das artes visuais. Neste meio tempo morei um ano nos Estados Unidos da América onde, entre outras coisas, me encantei com a fotografia. Eu produzia ensaios estilo New Born e da futura mamãe… Uma estética que muito me interessava próprio pela simbologia em si e acredito também que o fato de ter conhecido as artes no mesmo período que minha mãe estava gestando seja um fator determinante na construção da minha estética.

Retornando ao Brasil, comecei a trabalhar dando aulas de dança, de arte e história da arte e acabei desvinculando da fotografia apesar de ser uma pesquisa que ainda pretendo retomar, aos poucos voltei a produzir com menos intensidade do que faço agora uma vez que não tinha tanto tempo quando morava no Brasil, e com todas as aulas e programações de aulas que tinha que fazer. Quando eu vim morar na Itália o acesso ao material aqui é facilitado se comparado ao Brasil, então eu comecei uma produção intensa principalmente quando veio a pandemia. Eu sempre comento que todo esse isolamento me obrigou a vivenciar sentimentos que estavam adormecidos, e falo da minha espera particular mas também da minha compreensão da sociedade na qual estamos inseridas e que definitivamente ainda tem muito que aprender sobre o feminino, isso gerou em mim uma necessidade de falar… que foi se intensificando e passou a ser algo que eu queria dedicar não só como “hobby” mas principalmente como um trabalho, visto que o meu trabalho presencial é part time então decidi que iria conciliar a minha produção artística e construir a minha empresa. Atualmente além do “Atelier Iolanda Delpupo” estou trabalho no lançamento da “Arte Afora” uma empresa de produção de posters, tenho a pretensão de que funcione apenas on-line, inicialmente com a entrega apenas para o Brasil… A Arte Afora estará no ar em agosto, eu acho simbólico termos o signo solar em comum.


Como desenvolveu seu estilo?


Encontrar o estilo característico provavelmente seja a procura mais difícil que um artista tem que encarar, eu realmente acredito que é impossível você criar uma obra artística e não transferir parte da sua “bagagem” emocional no processo, a sua vivencia/cultura, mesmo que em um nível superficial estará sempre presente. Claro que falo isso baseado na minha experiência pessoal, mesmo nos meus primeiros processos criativos quem convivia comigo conseguia identificar um “quê de Iolanda” na obra criada, apesar dessa frase ter sido recorrente em minha vivencia artística eu não concordava, aceitava os elogios, mas no fundo pensava que era tudo vazio, comum, o famoso “qualquer um poderia ter criado essa obra”.

Hoje eu entendo que o processo de criação envolve o meu conhecimento, e tudo aquilo que eu vivi e em que acredito são fatores que realmente comungam com os materiais escolhidos, quanto mais eu produzo mais evidente essa comunhão se torna. Encontrar uma temática que me mova, que faça os meus olhos brilharem e as ideias dançarem na minha mente foi realmente um evento decisivo na consolidação do meu estilo. Além dessa “limitação” criativa imposta pela escolha de abordar as questões exclusivamente relacionadas ao que me move ainda uso uma técnica que chamo de Narciso, inspirada naquela famosa frase da musica SAMPA do Caetano Veloso: “ É que Narciso acha feio o que não é espelho” e funciona assim, eu quando produzo algo que não me reconheço eu reservo para uma releitura futura, as vezes acontece… eu me envolvo com a temática e depois penso que a produção apesar de aparentemente “pronta” esta imatura. Já a escolha da temática aconteceu de maneira intuitiva, todas as questões do universo feminino sempre estiveram presentes em minha vida, e minha ligação com minha mãe foi, sem sobra de duvidas, um lugar seguro para fomentar o argumento desde a infância, tenho muita sorte de ter tido o acesso as informações necessárias e educação sexual em casa, e acabei vivenciando por meio de observação os danos que a privação desse conhecimento pode causar na vida de uma mulher, e apesar desse privilegio ainda vivo em uma sociedade machista e inevitavelmente, quando em interação social percebo os danos dessa cultura “torta”, que ficou mais evidente quando vim morar aqui na Itália, que assim como o Brasil é um país machista e que me deu exemplos distintos de como esse machismo pode se manifestar, que vão além da cantada no caminho, que aqui é muito raro, mas passam pelo absurdo de recusarem alugar um apartamento para uma mãe solo, com a justificativa “mas se você não é casada, quem vai pagar o aluguel?”, Entre vários pequenos exemplos que não veem ao caso, porem me estimularam a reafirmar minha escolha e eu acredito que fazer com que uma mulher se conheça bem é o primeiro passo para transformar a sociedade em que vivemos, nós somos protagonistas na nossa sociedade, basta ver que nossa longevidade é muito maior, que em uma família quando a matriarca falece, essa em geral se desfaz, quando quem se ausenta é o pai, a família permanece unida, é impossível conversar com um brasileiro que não conheça pessoalmente alguém que viveu um abandono parental, isso quando não é esse brasileiro que viveu… Somos nós mulheres que conduzimos essa sociedade, cuidamos de tudo e de todos em jornadas absurdas, passamos por cima de todo tipo de vivencia negativa “fazendo de conta” que não aconteceu… continuamos a caminhar e como não sabemos aonde queremos chegar, qualquer caminho nos serve, por isso é tão importante que uma mulher entenda o seu VALOR. Não se confunda, Não é culpa nossa que a sociedade está tão doente, mas a cura também passa pelas nossas mãos. Eu acredito que podemos transformar essa realidade por todas que virão.


"Rastros de Deus" - Iolanda Delpupo



Como é ser artista brasileira na Itália? Quais as vantagens e quais as dificuldades você enfrenta?


Estou vivendo um recomeço profissional, eu não posso dizer que troquei de carreira artística pois sei que sempre estarei dançando, mas nesse momento estou focada exclusivamente nas artes visuais e sinto como se fosse realmente um inicio de carreira, me encontro muito confiante e “protegida” aqui na Itália. A principal vantagem na minha opinião de morar aqui na Itália com relação a minha carreira artística diz respeito à liberdade financeira para fazer essa escolha, eu ainda mantenho dois trabalhos um artístico e outro não, sou minha própria mecenas, infelizmente no Brasil não podia contar com esse privilégio de dedicar metade do meu tempo ao empreendedorismo artístico, e por lá sempre tive trabalhos relacionados a arte, mas nunca consegui ter o meu atelier. É a primeira vez que consigo administrar/conciliar tempo, gestão de energia física e emocional e investimento financeiro. Entendo que estou numa situação privilegiada que me impulsiona nessa direção. Não é verdade que uma pessoa que muito deseja consiga alcançar um objetivo, que consiga simplesmente pela vontade.. produzir. Sempre fui artista porem no Brasil não mantinha um ateliê isso mudou quando vim morar na Itália comecei a vivenciar uma nova realidade, aqui consigo me manter com um único emprego que requer metade do tempo que tenho disponível, no Brasil eu trabalhava para 4 empresas simultaneamente para manter a uma qualidade de vida muito símile a minha atual… A única dificuldade que encontro por enquanto é a saudade mesmo.

Eu estou no momento em que preciso desenvolver as atividades em paralelo, e esse foi o meu privilégio de estar na Itália. No Brasil eu não tinha condições financeiras e emocionais de fazer essa escolha…. A insegurança no quesito administrativo mesmo, como farei para pagar as contas no final do mês era o meu maior empecilho… por muitas vezes eu pensei que não era realmente O MEU SONHO, que viver a arte era um passatempo, muitas vezes em razão pela daquele pensamento “se você quer mesmo uma coisa você faz acontecer”… E estando aqui na Itália eu vi a diferença! Espero que fique claro que sei que existem realidades muito diferentes, sei que a minha vivência No Brasil já era um existência impar, eu tenho plena consciência dos privilégios que eu tinha no Brasil reconheço que infelizmente a gigantesca maioria da população brasileira não tem os privilégios que eu tinha, e com isso só entendo que a humanidade tem perdido muito com a desigualdade de oportunidades. Me entristece o pensamento sobre quantos artistas brilhantes estão trabalhando em outros setores, ou ainda pior, não consegue nenhum trabalho. Eu precisava daqueles quatro trabalhos para manter uma qualidade mínima de vida, de maneira que eu não conseguia impor essa minha vontade de empreender com Arte, às minhas necessidades básicas, e aqui como já comentei preciso de um único emprego. A ideia da Meritocracia e extremamente perigosa a medida que subjuga pessoas sem privilégios a uma existência desvinculada de sua essência. Não depende só do individuo, a estrutura social é agente ativo e transformador de oportunidades, vivenciei na pele, mesmo no alto dos meus privilégios, consigo entender que o debate sobre igualdade e oportunidades é importante e urgente.


O que a motivou morar na Itália?


Eu sou descendente de Italianos, artista visual, de uma família católica e o meu ultimo trabalho em minha área de formação consistia justamente em ensinar danças folclóricas de matrizes europeias em especial a Dança Italiana com o grupo Sempre Avanti, quero dizer com essas informações que a Itália sempre esteve presente em minha vida. Eu criei o meu Instagram para divulgação de minhas artes a há cerca de 2 anos considerando que estou me dedicando à com frequência a há menos de um ano eu acho curioso que essa seja uma duvida recorrente no meu inbox... acredito que o fato da Italia ser considerada o berço da Arte conduza a dedução lógica de que a arte seja o motor dessa decisão, mas não é a verdade. Me recordo com gratidão todos os fatores que motivaram minha vinda justamente pelos benefícios alcançados no que diz respeito à minha arte, mas a verdade é que meu esposo é ítalo-brasileiro, e já vivia aqui na Itália há um ano quando nos casamos. Escolhemos a Itália por vários pequenos motivos, ele cresceu em uma comunidade de imigrantes italianos no brasil chamada Venda Nova do Imigrante - VNI no Espirito Santo, onde eu morei por 3 anos, sabendo disso não é difícil imaginar que esse era seu sonho de infância e eu sempre tive interesse em conhecer Itália ja que além de também ser descendente de imigrantes italianos (apesar de ainda não ter a dupla cidadania reconhecida), também me encantava com a possibilidade de vivenciar essa “energia” de viver em um local onde nasceu muitas das minhas referencias culturais.

"Grandeza" - Iolanda Delpupo


Como é o seu processo criativo em torno do feminino?


O Meu processo criativo é intuitivo e experimental, se inicia através de uma sensação vívida, muito forte, que pode ser um incômodo intenso diante de uma situação que caminha de encontro às minhas crenças ou o exato oposto e que me causa uma grande satisfação, uma plenitude! Em geral, porque sou mulher, as vivencias relativas ao feminino se apresentam com um impacto profundo em forma de inspiração, e também em virtude de um percurso de autoconhecimento cada vez mais habitual e profundo. Minha produção artística me inseriu em uma espiral virtuosa quanto mais mergulho em mim, mais sobre o feminino conheço e quanto mais pesquiso o feminino mais me reconheço, quanto mais me expresso em arte mais clareza tenho acerca da nossa sociedade e suas vísceras e como pela própria natureza, essa espiral impulsiona em mim, uma gigantesca necessidade de expressar a minha opinião, assim se faz o ponto inicial do meu processo criativo!

O aspecto experimental esta muito relacionado à produção em si, já que me permito usar de diversas técnicas e até mesmo seguir sem o auxilio das mesmas. Produzo com giz oleoso por tentativa e erro, com tinta a óleo seguindo a risca as regras de uma técnica clássica, modelo a argila intuitivamente como a imagem me vem à mente ou com tinta acrílica produzo através dos meus movimentos enquanto danço livremente, e vice e versa na beleza do compor. Muitas vezes faço uma pesquisa acerca dos signos e simbologias que combinados sejam agradáveis ao meu critério estético e tenham a capacidade de promover o diálogo daqueles que estão fruindo! Me encanta as diversas combinações que posso fazer com esses elementos simbólicos e me dedico a uma série de experimentações, experimento a composição geral (Tento com essas experimentações descobrir a posição que cada elemento ocupará na composição geral da obra), experimento a estética singular de cada elemento, seleciono quais cores serão utilizadas tendo em mente harmonia entre elas e o valor simbólico de cada cor… então tenho definido em papel uma espécie de “modelo“ do que será feito em tela ou digital. Ao longo da produção artística me permito a liberdade de fazer alterações, a arte é viva portanto a pintura em si ainda é parte do processo criativo passível de transformações!

Muitas de minhas obras em telas/desenhos são convertidas em obras digitais, nesses caso registro a obra por fotografia e trabalho digitalmente utilizando diversos aplicativos, não me imponho regras ou limites de experimentações. Estou sempre testando novas formas de compor e isso me encanta, penso que posso afirmar que a única coisa permanente no meu processo criativo é o “que me move”.



Qual mensagem você quer passar quando explora a temática do feminino tão presente em suas obras?


Nós mulheres fomos desvinculadas de nossa essência e estamos aprisionadas aos tabus em torno de nossa natureza. Essa não é a mensagem que eu gostaria de transmitir, no entanto é a realidade na qual me inspiro quando eu componho. Eu penso que mais importante do que a mensagem que eu inicialmente desejasse transmitir com uma obra, seja a mensagem que de fato essa obra transmitiu. O meu processo criativo, como já comentei, muitas vezes começa escolhendo todos os valores simbólicos que gostaria que estivessem presentes naquela obra, de maneira que não posso negar que realmente tem sempre alguma mensagem em todas as minhas obras e no geral estão vinculadas à minha visão das vivências do feminino, sempre de maneira simbólica e poética, quase uma mensagem cifrada… faço de propósito porque me interessa aguçar esse questionamento na fruição de minhas obras que estão sempre abertas a nova interpretação. É belo que uma obra de arte seja um gerador, que diante de uma obra de arte duas pessoas possam encontrar significados diversos e que conversem diretamente com o seu íntimo cultural e que cada um frua a seu modo e depois conversem entre si, fomentando cada vez mais o debate inicial. Almejo que minhas obras sejam testemunhas do poder de transformação que o dialogo e a informação possuem, e que gozem do privilegio de pertencer aos relatos de mulheres que se reencontraram com sua essência.


"Nascimento" Iolanda Delpupo


Você vem apresentando um projeto muito interessante, que fala muito das questões vinculadas à menstruação. Poderia falar sobre o projeto?


Lunarte é um projeto artístico anual dedicado à visibilidade menstrual. Eu decidi organizar a programação do meu Instagram exclusivamente ao tema durante toda a ultima semana do mês de maio que é o mês mundialmente correlacionado à saúde da mulher, à pobreza menstrual e à visibilidade menstrual como um todo. Todas as programações desse projeto são gratuitas e on-line justamente porque me importa que seja acessível, e para fazer que faça circular algo que considero primordial a informação! É importante que toda adolescente brasileira entenda o funcionamento do seu corpo, e ressignifique esse momento que até então é tido como um peso e o compreenda como uma vivencia sensível significativa e digo mais, nenhuma menina deve se podar ou se anular para agradar quem quer que seja… quão absurdo é uma mulher ter que esconder que menstrua? Eu acredito que o autoconhecimento é uma ferramenta poderosa e libertadora, estou empenhada em conduzir essa mensagem. A sensação de impotência é muito grande quando eu percebo que muitas das vivencias traumáticas as quais as mulheres estão sujeitas poderiam ser evitadas e/ou punidas se não fosse tudo tão vergonhoso, sujo, humilhante. Como posso esperar que uma menina tenha forças para lutar contra as violências sofridas se ela não sabe sequer que aquilo é uma violência, como esperar que ela lide bem com as transformações que estão por vir se ela não sabe o que vai acontecer? Eu penso que as vivências do feminino estão muito vinculadas a essa sensação de medo, de vergonha e de sujeira justamente porque evitamos o assunto. Eu Lembro que, na minha puberdade, há menos de 20 anos uma amiga me questionava como esconder da mãe dela que ela tinha menstruado, eu já menstruava, há cerca de 5 anos e não consegui entender porque ela queria esconder, como já disse na minha casa o diálogo sempre foi muito aberto então realmente não fazia sentido e quando perguntei ela me respondeu que se a mãe dela soubesse que ela estava menstruando iria pensar que ela estava de “safadeza” querendo perder a virgindade… Eu naquele momento pensei que seria um equivoco da mãe, mas hoje eu fico pensando que faltava dialogo entre elas… Penso que no meio de tanta transformação e medo minha amiga imaginava que a mãe ia pensar isso, então fez desse medo uma verdade como a mãe não falava com ela sobre menstruação e sexualidade em si, o medo fez crescer esse tabu na cabeça dela. E realmente não precisava ter retornado em 20 anos da minha vida para encontrar um exemplo, durante a primeira Lunarte Fiz uma mostra artística com ilustrações feitas com o meu sangue menstrual, e uma das minhas colegas de trabalho ficou chocada por eu ter tido a coragem de tocar no meu sangue para fazer o desenho.

E estes são somente 2 dos inúmeros exemplos que eu acompanhei da minha puberdade aos dias atuais, eu fico imaginando quantas outras meninas passaram pela mesma situação e não tinha com quem conversar e também procuravam ajuda nas meninas da mesma idade, ou através de outros recursos que nem sempre são confiáveis, quantas mulheres ainda sentem vergonha de serem mulheres, quantas já são mães e não estão prontas para dialogar com suas filhas…

Durante o Lunarte as meninas e mulheres podem contar com cinco dias dedicados a Lunação interna, toda a minha programação habitual se torna temática, e além disso temos mostras artísticas (vídeo e ilustração), igtv, podcast (entrevista) e uma edição toda especial com reels entre outros, promovo esse conhecimento de uma maneira leve porém responsável.


Qual mensagem você deixaria para quem está iniciando no mundo das artes?


Tenho dois aprendizados que gosto de compartilhar: O primeiro é: continue!! Eu sempre disse aos meus alunos: Não precisa ser perfeito, precisa ser feito! É assim que se começa na arte, experimentando com o acúmulo de suas vivencias artísticas, e nessas incluo a fruição artística, a pessoa quando começa a entender o que a move, e então os empecilhos as situações difíceis se tornam muito pequenos elas ainda existem mas não te paralisam mais. Não é um discurso de meritocracia, não estou dizendo que saber o que você quer vai fazer acontecer, é um discurso de vocação. Quando você está consciente do seu potencial, é mais fácil encontrar ferramentas para realizá-lo.

E o segundo e direi o mais importante é: Algo muito importante que você deve ter em mente se deseja ser um artista, é a escolha diária é de ignorar os conselhos de pessoas que conduziram uma vida sem arte! Muito provavelmente são excelentes conselhos para uma pessoa que quer uma vida sem arte! Quando te disserem que é muito difícil, que não dá dinheiro, que será uma vida de privações, respire fundo e calcule o peso de se viver vazio!


Saiba mais: @iolandadelpupo




Sobre a UP Time Art Gallery:

Galeria de arte itinerante que reúne artistas do Brasil e de países da Europa para disseminar o que há de melhor no cenário da arte contemporânea. Fundada por Marisa Melo, a galeria de arte alcança mais de 30 países ao redor do mundo, isso porque ela funciona em formato digital desde o seu nascimento, apresentando mundialmente exposições 3D e exposições regionais presenciais com um time de artistas distintos.


Sobre Marisa Melo:

Formada em Propaganda e Marketing, Moda e Fotografia. Especialista também em crítica de arte, Gestão de Negócios, Arte e Estética e Design Gráfico. Artista Visual, consultora de projetos Artísticos, produtora de mostras, curadora e redatora de textos curatoriais.


Nossos serviços:

Exposições virtuais, físicas nacionais e Internacionais, Feiras de Arte, Projetos, Catálogo do Artista, Consultoria para Artistas, Coaching, Construção de Portfólio, Posicionamento Digital, Branding, Marketing Digital, Criação de Conteúdo, Identidade Visual, Biografia, Textos Crítico , Assessoria de Imprensa, Entrevistas e Provocações.





The UP Time Art Gallery's job is to inspire and fascinate through art. Our artists present works that portray our emotions, our causes, our lives. The public always wants to know the artist behind the work. Who is it, how do you think? What life story led to this work?


Today we talked to Iolanda Delpupo.


How was your initiation in art?

I don't remember my life without art, when my brother was born I was already six years old (I have no memories before that date) my mother thought it would be better to introduce an extra activity into my routine so that I wouldn't feel so much the impacts of this transformation, after all, until then I was an only child, among the possibilities she chose Dance that accompanied me my entire life, became my main study objective, culminating in two graduations in dance, licentiate and bachelor's degree. In addition, I've always had many artistic experiences in the family, on the father's side everyone is bohemian and we were always at soirees, serenades, because of the culture itself and my whole family, on the mother's side, is very gifted in handicrafts, my grandmother especially with whom I always learned a lot about crafts, (sewing, embroidery, clay sculpture), all in a very simple way in the DIY style. Thanks to this simple way of keeping art alive in our daily lives, I have difficulty defining how my initiation in art was... however I believe that this spark came alive when I spent weekends with my grandmother as a child. molding the clay that formed in the dam that passed near my grandfather's cachaça still… Curiously, I already modeled pregnant women and babies, the reference being different, I wanted to make a nativity scene. Before my puberty I didn't know I had visual arts skills…

So I spent my adolescence between these two “hobbies” and the painting I used to do in an amateur way, painting pieces of wood that I thought, paintings, walls, I painted a little bit of everything… When I went to graduate in dance I started to concentrate my manual skills to carry out scenography and costumes, which boosted my research on non-verbal communication through signs and symbology, such was my enchantment that I defined this theme as a guiding principle for my monograph. An intense and practical research that lasted a year and a half and that permeates my work until today as I started to use signs in the creation of my artistic works. With time and all commitments, I ended up stopping drawing I had a very long creative “hangover”, I was about six years disconnected from the visual arts. In the meantime I lived for a year in the United States of America where, among other things, I was enchanted with photography, I produced New Born and the future mother style essays… An aesthetic that interested me a lot by the symbology itself and I also believe that the fact having known the arts in the same period that my mother was gestating is a determining factor in the construction of my aesthetics.

Returning to Brazil, I started to work teaching dance, art and art history and ended up disconnecting from photography despite being a research that I still intend to return to, little by little I returned to producing with less intensity than I do now since I didn't have so long when I lived in Brazil, and with all the classes and class schedules I had to do. When I came to live in Italy, access to material here is easier compared to Brazil, so I started an intense production especially when the pandemic came. I always comment that all this isolation forced me to experience feelings that were dormant, and I talk about my private expectation but also my understanding of the society in which we are inserted and that definitely still has a lot to learn about the feminine, this generated in me a need to talk... which was intensifying and became something I wanted to dedicate not only as a hobby but mainly as a job, since my face-to-face work is part time so I decided that I would reconcile my artistic production and build the my business. Currently, in addition to "Atelier Iolanda Delpupo" I am working on the launch of "Arte Afora", a poster production company, I intend to work only online, initially with delivery only to Brazil... Arte Afora will be on the air in August, I think it's symbolic that we have the sun sign in common.


How did you develop your style?

Finding the characteristic style is probably the most difficult search that an artist has to face, I really believe that it is impossible for you to create an artistic work and not transfer part of your emotional “baggage” in the process, your experience/culture, even if in a superficial level will always be present. Of course, I say this based on my personal experience, even in my first creative processes, those who lived with me could identify a "Iolanda thing" in the created work, although this phrase has been recurrent in my artistic experience, I didn't agree, I accepted the compliments, but deep down I thought that everything was empty, common, the famous “anyone could have created this work”. Today I understand that the creation process involves my knowledge, and all that I lived and that I believe are factors that really share with the chosen materials, the more I produce, the more evident this communion becomes. Finding a theme that moves me, that makes my eyes sparkle and ideas dance in my mind was really a decisive event in consolidating my style. In addition to this creative “limitation” imposed by the choice to address issues exclusively related to what moves me, I still use a technique I call Narciso, inspired by that famous phrase in the song SAMPA by Caetano Veloso: “It's that Narciso finds ugly what is not a mirror ” and it works like this, when I produce something that I don't recognize myself, I reserve it for a future reinterpretation, sometimes it happens… I get involved with the theme and then I think that the production, although apparently “ready”, is immature. The choice of the theme happened intuitively, all the issues of the female universe were always present in my life, and my connection with my mother was, without a doubt, a safe place to foster the argument since childhood, I'm very lucky having had access to the necessary information and sex education at home, and I ended up experiencing through observation the damage that the deprivation of this knowledge can cause in a woman's life, and despite this privilege I still live in a macho society and inevitably, when in social interaction, I realize the damages of this “crooked” culture, which became more evident when I came to live here in Italy, that just like Brazil is a sexist country and that gave me distinct examples of how this machismo can manifest itself, which go beyond the sung along the way, which is very rare here, but they go through the absurdity of refusing to rent an apartment to a single mother, with the justification “but if you are not married, who will pay the rent el?”, Among several small examples that are irrelevant, but encouraged me to reaffirm my choice and I believe that making a woman know herself well is the first step to transform the society we live in, we are protagonists in ours. society, just see that our longevity is much greater, that in a family when the matriarch dies, this usually breaks down, when the father is absent, the family remains united, it is impossible to talk to a Brazilian who does not know someone personally who lived through parental abandonment, when it wasn't this Brazilian who lived… We are the women who lead this society, we take care of everything and everyone in absurd journeys, we go over all kinds of negative experiences “pretending” that didn't happen … we continue to walk and as we don't know where we want to go, any path works for us, which is why it is so important that a woman understands her VALUE. Don't get confused, It's not our fault that society is so sick, but the cure also passes through our hands. I believe we can transform this reality for all to come.


What is it like to be a Brazilian artist in Italy? What are the advantages and what difficulties do you face?

I'm living a professional restart, I can't say that I changed artistic career because I know I'll always be dancing, but right now I'm focused exclusively on the visual arts and I feel like it's really a beginning of my career, I find myself very confident and "protected" here in Italy. The main advantage in my opinion of living here in Italy regarding my artistic career concerns the financial freedom to make this choice, I still keep two works, one artistic and the other not, I'm my own patron, unfortunately in Brazil I couldn't count on this privilege of dedicating half of my time to artistic entrepreneurship, and there I always had works related to art, but I never managed to have my studio. It's the first time I manage to manage / reconcile time, physical and emotional energy management and financial investment. I understand that I am in a privileged situation that drives me in this direction. It is not true that a person who wants a lot can achieve a goal, that he can simply do it by the will... to produce. I've always been an artist but in Brazil I didn't have a studio that changed when I came to live in Italy I started to experience a new reality, here I can keep myself with a single job that requires half the time I have available, in Brazil I worked for 4 companies simultaneously to to maintain a quality of life that is very similar to my current one… The only difficulty I find for now is really missing it.

I'm at the moment when I need to develop activities in parallel, and that was my privilege to be in Italy. In Brazil I had no financial and emotional conditions to make this choice…. The insecurity in the administrative aspect itself, how I will pay the bills at the end of the month was my biggest obstacle... I often thought that it wasn't really MY DREAM, that living art was a hobby, often because of that thinking “if you really want something you make it happen”… And being here in Italy I saw the difference! I hope it is clear that I know that there are very different realities, I know that my experience in Brazil was already a unique existence, I am fully aware of the privileges I had in Brazil I recognize that unfortunately the huge majority of the Brazilian population does not have the privileges that I had, and with that I only understand that humanity has lost a lot with the inequality of opportunities. It saddens me to think about how many brilliant artists are working in other industries, or even worse, not getting any jobs. I needed those four jobs to maintain a minimum quality of life, so I couldn't impose my desire to undertake with Art, to my basic needs, and here, as I said, I need a single job. The idea of ​​Meritocracy is extremely dangerous as it subjugates unprivileged people to an existence detached from their essence. It doesn't just depend on the individual, the social structure is an active and transforming agent of opportunities, I experienced it in my own skin, even at the top of my privileges, I can understand that the debate on equality and opportunities is important and urgent.


What motivated you to live in Italy?

I am of Italian descent, visual artist, from a Catholic family and my last job in my area of ​​training consisted precisely in teaching folk dances from European matrices, especially Italian Dance with the group Semper Avanti, I mean with this information that Italy has always been present in my life. I created my Instagram to promote my arts about 2 years ago considering that I'm dedicating myself to it often for less than a year I find it curious that this is a recurring doubt in my inbox... I believe the fact of Italia being considered the cradle of Art leads to the logical deduction that art is the engine of this decision, but it is not the truth. I remember with gratitude all the factors that motivated my visit precisely because of the benefits achieved with regard to my art, but the truth is that my husband is an Italian-Brazilian, and already lived here in Italy for a year when we got married. We chose Italy for several small reasons, he grew up in a community of Italian immigrants in Brazil called Venda Nova do Imigrante - VNI in Espirito Santo, where I lived for 3 years, knowing this it is not difficult to imagine that this was his childhood dream and I've always been interested in getting to know Italy since in addition to being a descendant of Italian immigrants (despite not having dual citizenship recognized), I was also delighted with the possibility of experiencing this “energy” of living in a place where many of the my cultural references.


How is your creative process around the feminine?

My creative process is intuitive and experimental, it starts with a vivid, very strong feeling, which can be an intense discomfort in a situation that goes against my beliefs or the exact opposite and that causes me great satisfaction, a fullness! In general, because I am a woman, the experiences related to the feminine present themselves with a profound impact in the form of inspiration, and also due to a path of self-knowledge that is increasingly habitual and profound. My artistic production inserted me in a virtuous spiral the more I dive into myself, the more I know about the feminine and the more I research the feminine, the more I recognize myself, the more I express myself in art, the more clarity I have about our society and its viscera and as for myself nature, this spiral drives in me, a gigantic need to express my opinion, this is the starting point of my creative process! The experimental aspect is closely related to the production itself, as I allow myself to use different techniques and even go on without their help. I produce with oily chalk by trial and error, with oil paint strictly following the rules of a classical technique, I model clay intuitively as the image comes to mind or with acrylic paint I produce through my movements while I dance freely, and vice and it's about the beauty of composing. I often do research on signs and symbologies that combined are pleasing to my aesthetic criteria and have the ability to promote the dialogue of those who are enjoying! I am fascinated by the various combinations I can make with these symbolic elements and I dedicate myself to a series of experiments, I experiment with the overall composition (I try with these experiments to discover the position that each element will occupy in the overall composition of the work), I experience the unique aesthetics of each element, I select which colors will be used keeping in mind harmony between them and the symbolic value of each color… so I have defined on paper a kind of “model” of what will be done on canvas or digital. Throughout the artistic production I allow myself the freedom to make changes, art is alive so the painting itself is still part of the creative process that can be transformed! Many of my works on canvas/drawings are converted into digital works, in this case I register the work by photography and work digitally using different applications, I don't impose rules or limits on experiments. I'm always trying out new ways of composing and this enchants me, I think I can say that the only permanent thing in my creative process is what moves me.


What message do you want to send when you explore the feminine theme so present in your works?

We women have been cut off from our essence and are imprisoned by taboos around our nature. This is not the message I would like to convey, however it is the reality that I am inspired by when I compose. I think that more important than the message I initially wanted to convey with a work is the message that the work actually conveyed. My creative process, as I've already mentioned, often starts by choosing all the symbolic values ​​I would like to be present in that work, so I can't deny that there really is always some message in all my works and in general they are linked to my vision. of the experiences of the feminine, always in a symbolic and poetic way, almost a coded message… I do it on purpose because I am interested in sharpening this questioning in the enjoyment of my works that are always open to new interpretation. It is beautiful that a work of art is a generator, that in front of a work of art two people can find different meanings and that they talk directly to their cultural intimate and that each one enjoys in their own way and then talk to each other, fostering each time plus the initial debate. I hope that my works bear witness to the power of transformation that dialogue and information have, and that they enjoy the privilege of belonging to the stories of women who have rediscovered their essence.


You've been presenting a very interesting project that talks a lot about menstruation-related issues. Could you talk about the project? Lunarte is an annual artistic project dedicated to menstrual visibility. I decided to organize my Instagram programming exclusively to the theme throughout the last week of the month of May, which is the month globally correlated to women's health, menstrual poverty and menstrual visibility as a whole. All programming for this project is free and online precisely because I care that it be accessible, and to make it circulate something that I consider essential information! It is important that every Brazilian teenager understands the functioning of her body, and reframes this moment that until then is considered a burden and understands it as a significant sensitive experience and I say more, no girl should prune or cancel herself to please anyone be it… how absurd is it for a woman to have to hide her period? I believe that self-knowledge is a powerful and liberating tool, I am committed to carrying this message. The feeling of impotence is very great when I realize that many of the traumatic experiences that women are subjected to could be avoided and/or punished if it weren't all so shameful, dirty, humiliating. How can I expect a girl to have the strength to fight the violence she has suffered if she doesn't even know that it is violence, how can I expect her to deal well with the transformations that are to come if she doesn't know what will happen?

I think that the experiences of the feminine are very linked to this feeling of fear, shame and dirt precisely because we avoid the subject. I remember that, in my puberty, less than 20 years ago a friend asked me how to hide from her mother that she had menstruated, I was already menstruating for about 5 years and I couldn't understand why she wanted to hide it, as I said in mine at home the dialogue was always very open so it really didn't make sense and when I asked she replied that if her mother knew she was menstruating she would think she was "naughty" wanting to lose her virginity... At that moment I thought it would be a mistake from the mother, but today I keep thinking that there was a lack of dialogue between them... I think that in the midst of so much transformation and fear, my friend imagined that her mother would think that, so she made this fear a truth as her mother didn't talk to her about menstruation and sexuality itself, fear grew this taboo in her head. And I really didn't have to go back in 20 years of my life to find an example, during the first Lunarte I did an art show with illustrations made with my menstrual blood, and one of my co-workers was shocked that I had the courage to touch my blood to draw the picture.

And these are just 2 of the countless examples I've followed from my puberty to the present day, I wonder how many other girls went through the same situation and had no one to talk to and also sought help from girls of the same age, or through other resources that they are not always trustworthy, how many women are still ashamed of being women, how many are already mothers and are not ready to dialogue with their daughters... During Lunarte, girls and women can count on five days dedicated to internal Lunarte, all my usual programming becomes themed, and in addition we have artistic shows (video and illustration), igtv, podcast (interview) and a very special edition with reels among others, I promote this knowledge in a light but responsible way.


What message would you leave for someone starting out in the art world?

I have two lessons that I like to share: The first is: keep going!! I always told my students: It doesn't have to be perfect, it has to be done! That's how you start in art, experimenting with the accumulation of your artistic experiences, and in these I include artistic enjoyment, the person when he starts to understand what moves him, and then the obstacles, the difficult situations become very small, they still exist but they don't paralyze you anymore. It's not a meritocracy speech, I'm not saying that knowing what you want will make it happen, it's a vocation speech. When you are aware of your potential, it is easier to find the tools to realize it. And the second and I will say the most important is: Something very important that you must keep in mind if you want to be an artist, is the daily choice is to ignore the advice of people who have led a life without art! Most likely excellent advice for a person who wants a life without art! When they tell you that it's very difficult, that it doesn't make money, that it will be a life of deprivation, take a deep breath and calculate the weight of living empty!


Learn more: @iolandadelpupo


About the UP Time Art Gallery: Itinerant art gallery that brings together artists from Brazil and European countries to disseminate the best in the contemporary art scene. Founded by Marisa Melo, the art gallery reaches more than 30 countries around the world, because it works in digital format since its birth, presenting worldwide 3D exhibitions and face-to-face regional exhibitions with a team of distinguished artists.


About Marisa Melo: Graduated in Advertising and Marketing, Fashion and Photography. Specialist also in art criticism, Business Management, Art and Aesthetics and Graphic Design. Visual artist, consultant for artistic projects, producer of exhibitions, curator and writer of curatorial texts.


Our services: Virtual, national and international physical exhibitions, Art Fairs, Projects, Artist Catalog, Consulting for Artists, Coaching, Portfolio Building, Digital Positioning, Branding, Digital Marketing, Content Creation, Visual Identity, Biography, Critical Texts, Advisory Press, Interviews and Provocations.

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