• Up Time Art Gallery

Entrevista com a Artista Silvia Pott

Atualizado: Ago 7


A Arte e o Sonho: Silvia Pott


O trabalho da UP Time Art Gallery é inspirar e fascinar através da Arte. Nossos artistas apresentam trabalhos que retratam nossas emoções, nossas causas, nossas vidas. O público sempre quer conhecer o artista por trás da obra. Quem é, como pensa? Que história de vida levou a esse trabalho?

Hoje conversamos com Silvia Pott.

Silvia Pott, com suas obras, consegue nos transportar para outras dimensões, para a fronteira entre a realidade e o sonho. Ela cria coreografias visuais combinando sombras e cores num envolvente balé emocional. Sua motivação é compartilhar com o público aquilo que sente, aquilo que vive.

Nesta entrevista, Silvia nos fala sobre seu processo criativo, seus caminhos e sobre o papel social do artista.






Como foi o início de sua carreira?

Desde muito pequena todo tipo de arte ou processo criativo me interessava. Foi natural direcionar meus estudos para a área de artes e depois buscar em outros artistas a experiência e o apoio para o meu desenvolvimento. Mas para todos os artistas havia algumas dificuldades adicionais, numa época em que não existiam redes sociais, e-mails e fotos digitais, e tudo era feito fisicamente.


De um modo geral, como é a sua Arte?

Minha arte reflete o meu interior. Não me preocupo em fazer algo que agrade determinado público, mas em expressar o que estou vivenciando. Todos trazemos uma vasta bagagem emocional e o abstrato nada mais é do que a explosão destas emoções aprisionadas dentro de nós.


Como desenvolveu seu estilo?

Meu estilo é uma consequência da maturidade física e emocional. No início fui influenciada pela escola impressionista do século XIX (ainda é uma paixão) mas fui me libertando das formas e as cores foram ganhando espaço. Meus traços foram ficando mais livres, a estética formal não mais se encaixava ao meu trabalho e assim nasceram os primeiros abstratos.


Nós sabemos que um dos objetivos da Arte é refletir o contexto social de sua época. Como ela se caracteriza nos tempos atuais e o que estaria refletindo sobre o mundo em que vivemos?

A arte, sem dúvida, reflete o contexto social de sua época, mas não apenas isso. Seria limitar demais sua abrangência. Neste ano em que estamos vivendo um período de incertezas, medo e luto, a arte reflete de maneira contundente todos estes sentimentos. Como exemplo podemos citar a enxurrada de “lives”, “workshops”, etc nas redes sociais onde o artista e seu público (em qualquer área artística) interagem numa aliança que leva um e outro, por alguns momentos, pra longe da realidade atual. E mais... estas interações refletem a importância da arte e a necessidade de se expressar através dela.


Você acha que os artistas participam mais das questões sociais?

Os artistas têm um papel fundamental nas questões sociais. Sempre tiveram. No movimento “Black Lives Matter” que impulsionou toda a sociedade, no movimento “Artist Support Pledge” ou na “Campanha Solidária” da Up Time Gallery, onde a área artística se levantou para oferecer sua ajuda num momento de crise, são exemplos da participação dos artistas nas questões sociais. O que temos hoje é mais interação, mais visibilidade, maior rapidez e alcance.


Como funciona o seu processo criativo?

Às vezes é uma foto, pessoas, objetos, lugares ou uma simples combinação de cores que por alguma razão me impulsiona na criação. Às vezes o processo começa com um exercício criativo, um desenho, uma pesquisa de cores, texturas, efeitos que se deseja transmitir. Às vezes um brainstorm onde extraio de várias ideias o trabalho final. O abstrato tem mais a ver com o seu interior e com a expressão do que há nele.


O que é preciso para compor uma grande obra?

Para compor uma obra, além de algum conhecimento técnico e artístico, é necessário analisar com senso crítico e ser capaz de através da obra interagir com o observador e tirá-lo de sua zona de conforto.


Qual obra sua você destacaria como um marco na sua vida artística?

Acho que ainda não cheguei nela. Cada trabalho meu foi composto em momentos únicos. Exigiram de mim tempo, dedicação e emoções que não podem ser revividas. É uma busca contínua. Como dizer qual é o filho predileto?


Quais são suas referências?

Eu teria muitos artistas para citar, grandes mestres, mas Francisco Biojone teve uma grande influência em minha maneira de ver e sentir a arte como um todo.



Qual sua mensagem para quem está começando?

Se você sente dentro de si a necessidade de se expressar, se você acredita no seu trabalho, faça-o e siga fazendo-o o melhor que puder. Não se preocupe em agradar, mas em aprender sempre.

"Se você ouvir uma voz dentro de você dizendo que você não pode pintar, então, de todas as formas, pinte! E essa voz será silenciada." Vincent van Gogh






Saiba mais sobre Silvia Pott:

Instagram: @pottsilvia

https://www.facebook.com/silvia.pott.8




Art and Dream: Silvia Pott

UP Time Art Gallery's job is to inspire and fascinate through Art. Our artists create works that portray our emotions, our causes, our lives. The public always wants to know who is behind the work. Who is the artist? What does he think? What life story led to the work?

Today we talk to Silvia Pott.


Silvia Pott, with her works, manages to transport us to other dimensions, to the border between reality and dreams. She creates visual choreographies combining shadows and colors in an engaging emotional ballet. Authenticity is her trademark. Without the concern of doing something just to please, her motivation is to share with the public what she feels, what she lives.

In this interview, Silvia tells us about her creative process, her paths and about artist's social role.


How was the beginning of your career?

From a very young age, every type of art or creative process interested me. It was natural to direct my studies to the area of arts and then look to other artists for the experience and support for my development. But for all artists there were some additional difficulties, at a time when there were no social networks, e-mails and digital photos, and everything was done physically.


In general, how is your Art?

My art reflects my interior. I am not concerned with doing something that pleases a certain audience, but with expressing what I am experiencing. We all carry a vast emotional baggage and the abstract is nothing more than the explosion of these emotions trapped within us.


How did you develop your style?

My style is a consequence of physical and emotional maturity. At first I was influenced by the 19th century Impressionist school (it is still a passion) but I started to free myself from shapes and colors started to gain space. My lines became freer, formal aesthetics no longer fit my work and thus the first abstracts were born.


We know that one of the aims of Art is to reflect the social context of the time. How is it characterized today and what would it be reflecting on the world in which we live?

Art undoubtedly reflects the social context of its time, but not only that. It would be to limit its scope too much. In this year in which we are living a period of uncertainty, fear and mourning, art reflects all these feelings in a striking way. As an example we can mention the flood of "lives", "workshops", etc. on social networks where the artist and his audience (in any artistic area) interact in an alliance that takes one and the other, for a few moments, far from the current reality. What's more ... these interactions reflect the importance of art and the need to express ourselves through it.


Do you think that artists participate more in social issues?

Artists have a fundamental role in social issues. They always had. In the “Black Lives Matter” movement that propelled the whole society, in the “Artist Support Pledge” movement or in the “Solidarity Campaign” of Up Time Gallery, where the artistic area rose to offer its help in a time of crisis, are examples of participation of artists on social issues. What we have today is more interaction, more visibility, greater speed and reach.


How does your creative process work?

Sometimes it is a photo, people, objects, places or a simple combination of colors that for some reason drives me in the creation. Sometimes the process starts with a creative exercise, a drawing, a search for colors, textures, effects that I want to convey. Sometimes a brainstorm where I extract the final work from various ideas. The abstract has more to do with our interior and the expression of what is in it.


What does it take to compose a great work?

To compose a work, in addition to some technical and artistic knowledge, it is necessary to analyze with a critical sense and be able to interact with the observer through the work and get him out of his comfort zone.


Which of your works would you highlight as a milestone in your artistic life?

I don't think I got there yet. Each work of mine was composed in a unique moment. They demanded of me time, dedication and emotions that cannot be revived. It is a continuous search. How to say which is the favorite child?


What are your references?

I would have many artists to name, great masters, but Francisco Biojone had a great influence on my way of seeing and feeling art as a whole.



What's your message for those just starting out?

If you feel the need to express yourself, if you believe in your work, do it and keep doing it the best you can. Don't worry about pleasing, but always strive to learn.

“If you hear a voice within you say you cannot paint, then by all means paint and that voice will be silenced.” Vincent van Gogh




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