• Marisa Melo

Entrevista com o Artista Visual Paulo Zits



Muito além das ruas: a Arte de Paulo Zits

O trabalho da UP Time Art Gallery é inspirar e fascinar através da Arte. Nossos artistas apresentam trabalhos que retratam nossas emoções, nossas causas, nossas vidas. O público sempre quer conhecer o artista por trás da obra. Quem é, como pensa? Que história de vida levou a esse trabalho?

Hoje conversamos com Paulo Zits.

Paulo Zits, é um artista visual, admirador dos Gêmeos e de Dalí. Em seu universo lúdico-fantástico, hip-hop e Graffiti se combinam em imagens que abordam temas sociais com humor e fantasia.

Nesta entrevista, Paulo Zits nos fala sobre seu processo criativo, seus caminhos e sua mensagem artística.




Na Arte, o que te move e comove?

O que me move na arte é o amor com que eu crio meus trabalhos. Fico comovido quando vejo uma criança admirar meus graffitis e comentar que está bonito, que ficou “da hora”. Adoro ver o brilho no olhar de quem olha minhas obras.

O que o levou à Arte?

Pelo som do hip-hop e pelas paredes desenhadas de meu bairro, fui aos poucos absorvendo o conhecimento da arte de rua que é o graffiti.

Como foram seus primeiros passos na Arte?

Começar não é fácil, ainda mais numa arte marginalizada como o graffiti, que ainda sofre um grande preconceito. Mas aos poucos fui alcançando meu espaço no universo da arte. Meus pais no começo não gostavam, mas à medida que conheceram melhor a arte do graffiti, passaram a me apoiar.

Quais artistas servem de referência para seu trabalho?

Os artistas que eu sempre acompanhei do movimento hip-hop me apresentaram os seus elementos. O graffiti me mostrou a arte de outra forma. Quando jovem eu não tinha acesso a galerias de arte ou museus. Foi através do grafite que descobri meu talento e isso me levou a conhecer artistas como os Gêmeos, Vitché, Míope, Zizi, Michel Onguer. Até hoje esses grandes artistas de rua são minhas referências.

Fale sobre seu processo criativo. Como chega a inspiração para você?

Meu processo criativo parte de uma ideia inicial que me agrade e assim vão surgindo as formas e cores. Mesmo tendo vários esboços no meu diário de bordo, tento fazer algo novo que não está esboçado. Algumas obras levam um bom tempo até a conclusão. Outras acontecem rapidamente. É como uma receita de bolo: os “ingredientes” são ideias que tenho em meu caderno, mas sempre incluo algo diferente, que me vem à mente na hora, como se fosse uma nova receita.

Quando começa uma obra, você já tem a imagem final em mente?

Para começar eu imagino algo lúdico, as cores vão saindo na hora. Tudo vai fluindo naturalmente, os elementos vão se conectando na medida em que a obra vai ganhando forma. Tento fazer um trabalho leve com informações visuais com as quais o observador possa se identificar. O resultado final da obra é sempre algo inesperado e surpreendente.

Qual mensagem você passa através da sua Arte?

Meu objetivo é conseguir a conexão com o observador. Quero encantar as pessoas e transportá-las para um universo de cores e magia. Ao mesmo tempo, compartilho mensagens de conscientização e justiça social.

Como você vê o mercado da Arte?

O mercado da arte é amplo e tem espaço para todos. Galerias reais e virtuais oferecem espaços para novos artistas. Mesmo o graffiti, que antes era visto como uma arte marginal, tem ganho uma grande visibilidade.

Qual o quadro que você gostaria de ter pintado?

Ainda estou buscando esse quadro. Gosto da novidade. Eu tenho planos de criar uma obra com referências a artistas de diferentes épocas como Dalí, van Gogh combinados a elementos africanos e indígenas. Algo bem surpreendente.

Qual sua mensagem para quem está começando na Arte?

Sempre busque dentro de você algo que seja original. Procure estudar uma técnica desafiadora e que permita surpreender. Estude, viva um eterno aprendizado. Aproveite a energia de todos que apreciam sua arte, seja do público ou da família.

Se você realmente quer alguma coisa, você consegue.

Basta acreditar em você mesmo.

Saiba mais:

https://www.uptimegallery.com/paulozits

Instagram: @paulozits

https://www.facebook.com/paulozits.zits



Far beyond the Streets: the Art of Paulo Zits

UP Time Art Gallery's job is to inspire and fascinate through Art. Our artists create works that portray our emotions, our causes, our lives. The public always wants to know who is behind the work. Who is the artist? What does he think? What life story led to the work?

Today we talk to Paulo Zits.

Paulo Zits is a visual artist, an admirer of "os Gêmeos" and Dalí. In his playful-fantastic universe, hip-hop and Graffiti combine in images that address social themes with humor and fantasy.

In this interview, Paulo Zits tells us about his creative process, his paths and his artistic message.

In Art, what moves you?

What moves me in art is the love with which I create my works. I am touched when I see a child admiring my graffiti and commenting that it is beautiful, that it’s "cool". I love to see the shine in the eyes of those who look at my works.

What led you to Art?

Through the sound of hip-hop and the colorful drawn walls of my neighborhood, I gradually absorbed the knowledge of street art that is graffiti.

How were your first steps in Art?

Getting started is not easy, especially in marginalized art such as graffiti, which still suffers from great prejudice. But little by little I reached my space in the universe of art. My parents didn't like it at first, but as they got to know graffiti better, they started supporting me.

Which artists are references for your work?

The artists I always followed in the hip-hop movement introduced me to its elements. Graffiti showed me the art in another way. As a young man I had no access to art galleries or museums. It was through graffiti that I discovered my talent and that led me to meet artists like os Gêmeos, Vitché, Míope, Zizi, Michel Onguer. Even today, these great street artists are my references.

Talk about your creative process. How does inspiration come to you?

My creative process starts from an initial idea that pleases me and so shapes and colors appear. Even though I have several sketches in my logbook, I try to do something new that is not sketched. Some works take a long time to complete. Others happen quickly. It's like a cake recipe: the “ingredients” are ideas that I have in my logbook, but I always include something different, which comes to mind right away, as if it were a new recipe.

When you start a work, do you already have the final image in mind?

To begin with I imagine something playful, the colors come out on time. Everything flows naturally, the elements connect as the work takes shape. I try to do light work with visual information with which the observer can identify. The final result of the work is always something unexpected and surprising.

What message do you pass through your Art?

My goal is to get the connection with the observer. I want to enchant people and transport them to a universe of colors and magic. At the same time, I share messages of awareness and social justice.

How do you see the Art market?

The art market is large and has space for everyone. Physical and virtual galleries offer spaces for new artists. Even graffiti, which was previously seen as a marginal art, has gained great visibility.

What picture would you like to have painted?

I'm still looking for that picture. I like the novelty. I have plans to create a work with references to artists from different eras like Dalí, van Gogh combined with African and indigenous elements. Something quite surprising.

What is your message for those starting out in Art?

Always look within yourself for something original. Try to study a challenging technique that allows you to surprise. Study, live an eternal learning. Enjoy the energy of everyone who appreciates your art, be it the public or the family.

If you really want something, you can do it.

Just believe in yourself!

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