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Entrevista com a Artista Visual Cintia sena

Atualizado: 20 de fev.

O trabalho da UP Time Art Gallery é inspirar e fascinar através da Arte. Nossos artistas apresentam trabalhos que retratam nossas emoções, nossas causas, nossas vidas. O público sempre quer conhecer o artista por trás da obra. Quem é, como pensa? Que história de vida levou a esse trabalho?

Hoje conosco, Cintia Sena!





Cintia Sena é mineira, artista visual, bacharel em Ciência da Computação, administradora de empresa há mais de 33 anos em Caratinga – MG.

É nas artes visuais, em especial na fotografia com intervenção digital, que encontra a sua paixão e linguagem, exercitando o seu olhar sensível, estético e criativo.


Atualmente, dedica-se com especial interesse em projetos artísticos com temas relacionados a natureza e ao meio ambiente, com o propósito de promover reflexões sobre questões de sustentabilidade e socioambientais; ministra palestras, workshops, oficinas para estudantes em escolas nos centros culturais da cidade e pontos ecoturísticos de Caratinga


Seu olhar poético capta e registra. É com esse material fecundo que ela constrói sua própria narrativa visual. Por meio de intervenções digitais, Cintia expande sua criatividade, transformando a fotografia real em algo lúdico e cativante.




1 Como e quando nasceu o seu interesse pela arte?

Talvez desde meu nascimento, ou desde o projeto "Cíntia Sena", elaborado por Deus e meus pais. Minha paixão pela arte: dança e teatro, foi desde a primeira infância, creio que aos 5 anos, quando as mães colocam as filhas no ballet, porém, a minha tia Jacinta, que é artista plástica, sempre teve influência sobre meu olhar para o mundo de forma sensível e contemplativa. Sofrendo influência ancestral dos avós indígenas, de onde veio geneticamente essa paixão pelo contato com a natureza, uma vez que meus pais também sempre amaram acampar e estar em contato com matas nativas, e locais pouco explorados.


Garota romântica e sonhadora, curiosa que só, em 1980 mudou para vila, onde teve contato com a Avó Adelaide e com ela, ao invés de ouvir história sobre princesas e contos de fadas, aprendeu as histórias sobre a vida dos santos, a confeccionar terços, fazer crochê e tricô.


A borboleta, também tem simbologia desde a entrada da arte em minha vida, uma vez, que antigamente tinha uma propaganda de doce de leite, em que uma garotinha na minha idade, na época, caçava uma borboleta com um coletor em um campo. E diziam que eu me parecia muito com ela, aí essa marca ficou em meu ser. Em 1980, como a residência era nos fundos da igreja, era natural irmos às missas aos domingos, e ao sentar abaixo da mesa do altar, na escadinha levava para o púlpito, lá eu ouvia atenta o padre contar as histórias sobre a menina Maria, que aceitou trazer o mundo: Jesus. E essas pequenas memórias afetivas foram me formando tudo que sou hoje diante do meu trabalho artístico.



2 Como é o seu processo criativo?

A fotografia é minha válvula de escape para minhas crônicas: Depressão e Ansiedade, além do estresse. Quando me sinto sufocada, saio para contemplar o mundo, e ver as novidades que aparecerem em meu caminho e que merecem se tornarem eternas como um pedacinho de mim. Muitas vezes essas primeiras imagens são capturadas durante os ensaios fotográficos que eu realizo, quando meu coração canta de gratidão pelas dádivas das mãos habilidosas de Deus. E as vezes, quando viajo com a família, encontro algo que faz meu coração cantar louvores de emoção. Digo que minha arte é o falar, o exteriorizar da minha alma. E às vezes, apenas fotografando como hobby involuntariamente, e quando vou olhar as fotografias no computador, vejo aquelas que me emocionam, ou despertam algo que até então eu não tinha reparado. Uma fotografia que conte a minha real história de quem eu sou para mim, sobre os meus próprios olhos. Essa fotografia representa o meu processo criativo, ao fotografar um revoada de pássaros numa sexta feira santa atípica, visto que estava em processo de busca da cura da síndrome do pânico, e de repente, quando um amigo visualizou a fotografia, ele disse que visualizou não os pássaros, mas algo muito mais especial. E essa foto eu nunca editei, pois a beleza já estava impressa na própria revelação.









Fotografia com Intervenção Digital



3 Quais os desafios que você vivencia em sua carreira?

A necessidade de levar aos olhos do mundo a minha arte, o amadurecimento e novas descobertas e as novas criações de processos que me encantem e me façem ser cada dia mais contemplativa.



4 O contato com a arte mudou a sua forma de ver a vida?

Só aflorou o meu autoconhecimento e auto valorização, pois antes de emocionar o externo, eu me emociono e apaixono por cada obra que eu finalizo. A obra final me impacta, e só depois de eu degustar toda essa emoção, eu a exponho nas redes sociais ou levo aos olhos de amigos ou familiares. É um namoro, noivado e casamento entre eu e a arte, e depois escancaro para o mundo. A nossa arte faz com que a gente se apaixone por quem somos capazes de ser. O físico deixa de ser tão primordial, e nos apaixonamos pela beleza de nosso interior e com tudo aquilo que podemos presentear o mundo. A beleza de nosso legado.





Fotografia com Intervenção Digital




5 Qual mensagem está por trás de seu trabalho?

Dê uma pausa na correria de seu dia, e permita-se contemplar as pequenas dádivas e delicadezas que estão ao nosso redor. Permita-se degustar as belezas naturais e viaje na complexidade das simplicidades de cada detalhe perto de você. Veja o mundo e deixe o mundo ver o seu interior.



6 O que há de mais gratificante em ser artista?

Ver o mundo com nossos próprios olhos, identificar no nosso trabalho toda nossa história vivida, e apresentar ao mundo as memórias afetivas em forma de arte. Aprendemos a amar quem somos, e o que estamos deixando para o mundo.



7 Fale de seus novos projetos...

Sair pelo Brasil buscando minerar cada beleza natural, trazendo a curiosidade para os brasileiros valorizar as nossas belezas, e as buscar em primeiro lugar. Visitar os pontos contidos na Bíblia, de forma que eu crie uma bíblia de fotografias místicas: Grécia, Judeia, África (berço da humanidade). Desenvolver nas crianças, adolescentes e jovens o amor próprio através deles verem em si, seus próprios talentos e dons






Fotografia com Intervenção Digital




Saiba mais:

Instagram: @cintiasena_nft


Sobre a UP Time Art Gallery:

Galeria de arte itinerante que reúne artistas do Brasil e de países da Europa para disseminar o que há de melhor no cenário da arte contemporânea. Fundada por Marisa Melo, a galeria de arte alcança mais de 30 países ao redor do mundo, isso porque ela funciona em formato digital desde o seu nascimento, apresentando mundialmente exposições 3D e exposições regionais presenciais com um time de artistas distintos.




Nossos serviços:

Exposições virtuais, físicas nacionais e Internacionais, Feiras de Arte, Projetos, Catálogo do Artista, Consultoria para Artistas, Coaching, Construção de Portfólio, Posicionamento Digital, Branding, Marketing Digital, Pod Cast, Criação de Conteúdo, Identidade Visual, Biografia, Textos Crítico, Assessoria de Imprensa, Entrevistas e Provocações.






Fotografia com Intervenção Digital





Fotografia com Intervenção Digital







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