Entrevista com o artista França!

O trabalho da UP Time Art Gallery é inspirar e fascinar através da Arte. Nossos artistas apresentam trabalhos que retratam nossas emoções, nossas causas, nossas vidas. O público sempre quer conhecer o artista por trás da obra. Quem é, como pensa? Que história de vida levou a esse trabalho?

Hoje conosco, França!




1 - Conte como você começou no universo da Arte.

No início eu era apenas um bebê, alguém que aos poucos se desprendia dos seios da mãe para dar chance ao que mais me despertava atenção. “Fazer desenhos. ”

Não era muito o que sabia, mas sempre estava pronto para desenhar rabiscos e clonar tudo o que estivesse ao meu alcance.

Aos dois anos de idade iniciei os primeiros passos, meus pais perceberam que havia alguém diferente entre a família e os irmãos. Embora eu fosse o caçula dentre os oito filhos que meus pais criaram. Estava ali, um bebê disposto a aprimorar o seu talento.

Os anos foram passando e a mesma criança nunca havia experimentado outra coisa exceto, desenhar centenas e centenas de folhas de papel com canetinhas hidrocor e lápis de cor. Aos 12 anos de idade, recebi de minha mãe o mais perfeito presente de minha vida, minha querida mãe me deu um mini kit de bisnaguinhas de tinta a óleo e um pincel com uma pequena tela que tenho guardado até hoje!

Isto para mim, foi o meu mais precioso presente! Dei o meu primeiro passo naquilo que tinha certeza que eu queria ser quando crescesse. Me tornar um Artista Plástico.



2 - Qual a sua fonte de inspiração?

Ainda aos 12 anos...

Após a minha primeira tela com tinta a óleo, o entusiasmo era tanto que não parava mais de pintar!

Naquele mesmo período, num certo dia ao levar o lixo de casa para a lixeira de um prédio onde vivia com meus pais (uma das obrigações que havia em acordo nas tarefas diárias do lar), me deparei com uma bolsa cheia de livros e revistas de grandes artistas renomados, catalogados com suas belíssimas pinturas impressas e que algum vizinho morador do mesmo andar havia jogado fora. Tão curioso, não resisti e levei aquela bolsa pesada para casa. Ansioso, comecei a folhar e observar página por página todos àqueles livros e revistas, percebi que aquele monte de lixo já não seria mais lixo e sim algo sustentável. O material exato que precisava para me aprimorar ao nível de arte que eu queria chegar!

E dentre toda aquela coleção de Galerias, Feiras de Artes e exposições, separei os artistas que mais me chamaram atenção. E dentre eles eram:

Sérgio Martinolli, Romanelli, Sanção Pereira, Roberto Kenji Fukuda, Francisco de Goya... E outros mais.

Para mim todo esse achado foi um uma fonte de inspiração. Era como se eu tivesse encontrado uma chave que me levaria a um valioso tesouro, que estaria do outro lado de um gigantesco muro, onde eu deveria atravessar para me tornar o artista que sou hoje.



Série Retalhos - Acrílica sobre tela com retalhos aplicados - 50 x 50 cm


3 - Quais são suas influências?

Minhas maiores influências não foram exatamente providas somente de emoções e entusiasmos, ou apenas o desejo de desenhar. Os meus pais foram os grandes influenciadores.



4 - Você acha que toda arte deve ser engajada?

Sim.

Arte é Arte!

E desde que haja alguma informação sobre ela, é válida.

Como também digo: Nem todos nascem com os mesmos dons!

É como aquele sujeito que é um tremendo apaixonado por música e letras sertaneja, compra uma viola e em pouco tempo quer subir ao palco sem nenhuma vocação e pensa que está arrasando!

Ninguém é obrigado a ouvir ruídos desafinados não é mesmo?

Assim como ninguém está proibido de pagar micos. Deveriam todos ter no mínimo um pouco de alma e bom senso no que fazem!

Porém acredito que nem toda obra seja agradável a todos, mas todo artista deveria ter no mínimo uma boa qualidade em seu trabalho e selecionar aprimoramentos, definir estilo, potencial, e uma gloriosa harmonia no equilíbrio artístico.

Todos nós temos a capacidade em perceber quem é o Verdadeiro Artista ou o Vilão da história.



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5. Quais foram suas maiores dificuldades como Artista:

Ser um Artista Plástico nunca foi tão fácil e simples. É necessário muita dedicação e recursos até mesmo para adquirir um simples pincel, tintas, telas, em geral todo material necessário para desenvolver uma arte, pois custa muito caro e sempre custou, e nunca descobri o porquê.

Mesmo em meio a sensibilidade de tudo que possamos imaginar ou retratar o que pensamos, existe um alto preço por trás de qualquer que seja a obra.

Nada é de graça e nunca foi!

E o que chamo de mais escandaloso numa carreira artística principalmente para quem está iniciando, é a falta de oportunidades e união entre artistas veteranos e novatos.

Sempre criam uma barreira ou se isolam entre panelinhas e competições artísticas. Alguns se tornam arrogantes e soberbos, não generalizando.

Até por questão de patrocínios, qualquer projeto que se suceda, tudo se tornou muito caro, quando na verdade o artista que deveria ser o privilegiado.

Posso dizer que de toda sorte de dificuldade que um artista encontra em sua longa jornada, é sempre o valor de um bom material para trabalhar. E por mais incrível e extraordinária que seja à obra realizada pelo autor, os trapalhões antissociais nunca participam, ou dão um mínimo de incentivo aos iniciantes.

Além de artista, sou motorista rodoviário, porém vejo nesta mesma classe, um grupo enorme de profissionais literalmente unidos e sociáveis. Contrário de muitos desta classe de artistas plásticos e visuais em que vivo.

Resumindo, a falta de amor está aumentando!



6 - O seu contato com a arte mudou algo?

Não quero dizer que eu esteja sempre mudando de opiniões ou seja alguém instável, mas a forma de avaliar ou enxergar o mundo e a vida por um outro olhar sensível, é o que à arte faz. Talvez isto que me torna uma pessoa crítica e visionária, o bastante para tratar de assuntos mais delicados e ilustrativos.



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7 - Qual a mensagem que está por trás de sua obra?

Somos todos Retalhos.

Árvores plantadas que o Eterno plantou para revelar a todos à sua glória:

Firmar, crescer e frutificar.

Pois vejo vidas como Retalhos.

Como cada um que carrega algo de bom dentro de si.

Assim como pode-se fazer uma junção de Retalhos em algo bom,

assim também podemos nos unir e fazer um mundo melhor!

Podendo ser qualquer etnia...

Todos têm suas histórias e se olharmos com bons olhos...

...cada um tem algo de precioso, como os Retalhos.



8. O chama a sua atenção no mundo?

A falta de amor é o grande vilão deste século.

Por isso, não vemos pessoas mais próximas umas das outras como antigamente.

Portanto, se somos como Retalhos, então fomos feitos para emendarmos uns aos outros.



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Saiba mais:

Instagram: @francaartes



Sobre a UP Time Art Gallery:


Galeria de arte itinerante que reúne artistas do Brasil e de países da Europa para disseminar o que há de melhor no cenário da arte contemporânea. Fundada por Marisa Melo, a galeria de arte alcança mais de 30 países ao redor do mundo, isso porque ela funciona em formato digital desde o seu nascimento, apresentando mundialmente exposições 3D e exposições regionais presenciais com um time de artistas distintos.

Sobre Marisa Melo:


Formada em Propaganda e Marketing, Moda e Fotografia. Especialista também em crítica de arte, Gestão de Negócios, Arte e Estética e Design Gráfico. Artista Visual, certificação em Liderança pela PUC, consultora de projetos Artísticos, produtora de mostras, curadora e redatora de textos curatoriais.

Nossos serviços:

Exposições virtuais, físicas nacionais e Internacionais, Feiras de Arte, Projetos, Catálogo do Artista, Consultoria para Artistas, Coaching, Construção de Portfólio, Posicionamento Digital, Branding, Marketing Digital, Criação de Conteúdo, Identidade Visual, Biografia, Textos Crítico , Assessoria de Imprensa, Entrevistas e Provocações.

Série Retalhos - Acrílica sobre tela com retalhos aplicados - 50 x 50 cm



The UP Time Art Gallery's job is to inspire and fascinate through art. Our artists present works that portray our emotions, our causes, our lives. The public always wants to know the artist behind the work. Who is it, how do you think? What life story led to this work.


Today with us, França!


1) Tell us how you started in the art world. In the beginning I was just a baby, someone who was slowly detaching himself from his mother's breasts to give a chance to what caught my attention the most. “Making drawings. ” It wasn't much I knew, but I was always ready to draw doodles and clone everything I could. At the age of two I started the first steps, my parents realized that there was someone different between the family and the brothers. Even though I was the youngest of the eight children my parents raised. There he was, a baby ready to hone his talent. Years went by and the same child had never experienced anything other than drawing hundreds and hundreds of sheets of paper with felt-tip pens and colored pencils. When I was 12 years old, I received from my mother the most perfect gift of my life, my dear mother gave me a mini kit of oil paint tubes and a brush with a small canvas that I have kept until today! This for me was my most precious gift! I took my first step into what I was sure I wanted to be when I grew up. Become a Plastic Artist.


2) What is your source of inspiration? Even at 12 years old... After my first canvas with oil paint, the enthusiasm was so much that I couldn't stop painting! At the same time, one day when I was taking the garbage from my house to the garbage bin of a building where I lived with my parents (one of the obligations that were agreed in the daily chores of the home), I came across a bag full of books and magazines. great renowned artists, cataloged with their beautiful printed paintings and that a neighbor living on the same floor had thrown away. So curious, I couldn't resist and took that heavy bag home. Anxious, I started to leaf through and observe page by page all those books and magazines, I realized that that pile of garbage would no longer be garbage, but something sustainable. The exact material I needed to improve myself to the level of art I wanted to achieve! And among all that collection of Galleries, Arts Fairs and exhibitions, I separated the artists that most caught my attention. And among them were: Sérgio Martinolli, Romanelli, Sanção Pereira, Roberto Kenji Fukuda, Francisco de Goya... And others. For me all this finding was a source of inspiration. It was as if I had found a key that would lead me to a valuable treasure, which would be on the other side of a gigantic wall, where I had to cross to become the artist I am today.


3) What are your influences? My biggest influences weren't exactly provided by emotions and enthusiasms, or just the desire to draw. My parents were the big influencers.


4) Do you think that all art should be engaged? Yes. Art is Art! And as long as there is some information about it, it is valid. As I also say: Not everyone is born with the same gifts! It's like that guy who is tremendously passionate about country music and lyrics, buys a guitar and in a short time wants to go on stage without any vocation and thinks he's rocking it! Nobody is forced to hear out of tune noises, right? Just as no one is prohibited from paying micos. They should all have at least a little soul and common sense in what they do! But I believe that not every work is pleasing to everyone, but every artist should have at least a good quality in their work and select enhancements, define style, potential, and a glorious harmony in artistic balance. We all have the ability to perceive who is the Real Artist or the Villain of the story.


5)What were your biggest difficulties as an Artist? Being a Plastic Artist has never been so easy and simple. It takes a lot of dedication and resources even to acquire a simple brush, paints, canvas, in general all the material necessary to develop an art, because it costs a lot and always has, and I never found out why. Even in the midst of the sensitivity of everything we can imagine or portray what we think, there is a high price behind any work. Nothing is free and never was! And what I call the most scandalous in an artistic career, especially for those who are starting, is the lack of opportunities and union between veteran and novice artists. They always create a barrier or isolate themselves between cliques and artistic competitions. Some become arrogant and haughty, not generalizing. Even as a matter of sponsorship, any project that follows, everything has become very expensive, when in fact the artist who should be privileged. I can say that of all sorts of difficulties that an artist encounters on his long journey, it is always the value of good material to work with. And no matter how incredible and extraordinary the work carried out by the author is, the antisocial bumblers never participate, or give the least incentive to beginners. In addition to being an artist, I am a highway driver, but I see in this same class, a huge group of professionals who are literally united and sociable. Contrary to many of this class of plastic and visual artists in which I live. In short, the lack of love is increasing!


6) Has your contact with art changed anything? I don't want to say that I'm always changing my opinions or that I'm someone unstable, but the way of evaluating or seeing the world and life through another sensitive look is what art does. Perhaps this is what makes me a critical and visionary person, enough to deal with more delicate and illustrative subjects.


7) What is the message behind your work? We are all Patchwork. Planted trees that the Eternal planted to reveal to all his glory: Firm, grow and bear fruit. For I see lives as Patchwork. Like everyone who carries something good inside them. Just as you can merge Patchwork into something good, so we can also unite and make a better world! Could be any ethnicity... Everyone has their stories and if we look at it with good eyes... ...each one has something precious, like Patchwork. 8) What catches your eye in the world? Lack of love is the great villain of this century. That's why we don't see people closer to each other than we used to. Therefore, if we are like Patchwork, then we are made to mend each other.



About UP Time Art Gallery: Itinerant art gallery that brings together artists from Brazil and European countries to disseminate the best in the contemporary art scene. Founded by Marisa Melo, the art gallery reaches more than 30 countries around the world, because it works in digital format since its birth, presenting worldwide 3D exhibitions and face-to-face regional exhibitions with a team of distinguished artists.


About Marisa Melo: Graduated in Advertising and Marketing, Fashion and Photography. Specialist also in art criticism, Business Management, Art and Aesthetics and Graphic Design. Visual artist, consultant for artistic projects, producer of exhibitions, curator and writer of curatorial texts.


Our services: Virtual, national and international physical exhibitions, Art Fairs, Projects, Artist Catalog, Consulting for Artists, Coaching, Portfolio Building, Digital Positioning, Branding, Digital Marketing, Content Creation, Visual Identity, Biography, Critical Texts, Advisory Press, Interviews and Provocations.


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