Impermanência
Exposição Coletiva | ALESP
Curadoria: Marisa Melo
Curatorial
Impermanência parte da constatação de que o tempo escapa a qualquer tentativa de controle. A consciência da finitude atravessa a experiência humana e impõe escolhas constantes, viver o instante ou adiar a vida em nome de promessas futuras. Nesse intervalo, muitas vezes sentimos o fim das coisas antes mesmo de explorarmos aquilo que poderíamos ter sido.
A exposição propõe um deslocamento do olhar para aquilo que sustenta a experiência humana para além do acúmulo material. As obras sugerem que uma vida plena se constrói mais por vivências do que por posses, mais por histórias compartilhadas do que por objetos acumulados. O valor está no que se vive, não no que se retém.
Inspirada na natureza, a mostra estabelece um campo de reflexão entre o ritmo orgânico do mundo natural e a lógica acelerada da vida contemporânea. Ciclos, transformações e estados transitórios aparecem como elementos centrais, evidenciando a fragilidade e, ao mesmo tempo, a potência do existir. O que muda não se perde, se reorganiza.
O curatorial propõe um espaço de pausa e observação, no qual a efemeridade do ser humano se apresenta como condição, não como limite. As obras convidam o público a refletir sobre as constantes mudanças que moldam a vida, sobre a aceitação do tempo como fluxo e sobre a necessidade de habitar o presente com consciência.
Impermanência se constrói como um convite à reflexão sobre finitude, transformação e escolha. Um espaço onde o tempo deixa de ser inimigo e passa a ser compreendido como matéria sensível da própria experiência de viver.
Marisa Melo
abertura
04 de dezembro de 2023
Artistas
Obras

Vernissage




































